Escolher a Música exige muita paixão, sobretudo porque a carreira ainda carrega uma série de estereótipos e de preconceitos. No entanto, há quem siga firme nesse sonho! Bora conhecer?! ♫ – 

 

Uma banda de pagode e uma juventude inteira dedicada à música, até que Cristiano Rodrigues (o Tuti, como é conhecido!) percebeu que a formação em Música traria muita experiência. Aos 35 anos, o porto-alegrense concluiu o curso de Licenciatura em 2007, no Centro Universitário Metodista – IPA, e segue na busca de mais e mais aprendizado!

Ana Carolina Giollo saiu de Erechim (interior do Rio Grande do Sul) para cursar Jornalismo em Porto Alegre. Formada há menos de um ano, agora ela já encara o primeiro semestre de Bacharelado em Música, na UFRGS.

2Ana formou-se jornalista, mas não desistiu do sonho de estudar Música. Arquivo pessoal.

“Eu toco violão desde os 12 anos e sempre fui muito apaixonada por música. Quando chegou a hora de escolher o curso, eu acabei optando por fazer Jornalismo com a ideia de trabalhar com música também, mas meio que por pressão familiar”, conta Ana.

Muita personalidade

Escolher a profissão não é algo fácil. Muitas famílias acreditam que uma graduação em Música é perda de tempo ou que ser músico não é profissão.

 

Como eu sou jornalista, o efeito de dizer ‘sou musicista’ é um pouco menor. As pessoas acabam pensando ‘ah, mas pelo menos ela já tem uma faculdade ‘séria’. Acho que foi isso que meus pais pensaram quando disseram pra eu fazer outra faculdade antes de cursar Música”, afirma Ana.

 

“No meu caso, as pessoas dizem que admiram a arte, haha”, diz Tuti.

5Tuti (na bateria) em apresentação na Califórnia, em 2015. Arquivo pessoal.

Mas está muito enganado quem pensa que o curso é fácil. Já no vestibular, geralmente para universidades públicas, há prova prática de instrumento, ou seja, além de estudar Português, Matemática e tudo mais, ainda tem que arrebentar na apresentação. 😉

Bacharelado

Essa modalidade visa à formação de compositores, cantores, instrumentistas e regentes de coro.

Licenciatura

O profissional é capacitado para dar aulas de Música em escolas de nível Fundamental e Médio.

Multi-instrumentista

A sequência do trabalho na cena musical local foi o que levou Cristiano à faculdade. Mas, apesar de ser formado na área da Licenciatura, ele atua como instrumentista em diversas bandas.

6Tuti como músico de apoio da cantora Ana Lonardi. Arquivo pessoal.

E não são só os projetos musicais que são muitos! Tuti toca diversos instrumentos de percussão, passando por bateria, pandeiro, djembe…

 

Mesmo com o mercado em crise, procuro estudar muitos instrumentos, fazer muitas pesquisas e ter uma frequência boa de shows”, diz.

 

Se hoje o músico se mantém com o seu trabalho, é por conta de muito estudo e dedicação. Em 2007, ele esteve em Cuba para estudar percussão e em 2013 foi até à África para saber mais de djembe. Além disso, em 2015 Tuti também foi ensinar: deu aulas de percussão brasileira na Flórida e na Califórnia.

3Tuti e um grupo de músicos com djembes, instrumento que aprendeu a tocar na África. Arquivo pessoal.

Alcançando nota por nota

Como em qualquer faculdade, na Música também é necessário a busca pelo conhecimento constantemente.

Durante o período de estágios, Tuti teve a oportunidade de ensinar crianças e adolescentes: “A prática com crianças foi uma experiência muito boa. Também foi um crescimento pessoal”, afirma.

 

 – Já para quem cursa Bacharelado, as opções de estágios são escassas. Bolsas na universidade acabam sendo uma alternativa. –

 

Ana explica que a carreira de instrumentista é o que almeja a maioria dos alunos de Bacharelado. Mas ela tem planos diferentes: a ideia é terminar a graduação e ingressar em um mestrado na área de Comunicação e Música, pesquisando críticas e textos.

Quando eu entrei no curso, já sabia que era bastante voltado ao instrumento. No entanto, meu interesse em estudar História e Filosofia da música sempre foi muito maior do que aperfeiçoar minha técnica no instrumento”, diz.

1Ana em entrevista à Rádio da Universidade (UFRGS). Arquivo pessoal.

Já Tuti segue se desdobrando: trabalha com diversos profissionais em Porto Alegre e outras regiões. Atualmente também se dedica à banda Black Tchê, projeto de músicas afrobrasileiras.

 

Eu sempre tenho boas expectativas. Acredito no novo, busco o diferente. Eu nasci músico e sempre fui músico”, afirma.

 

4Tuti na Flórida em 2015. Arquivo pessoal.

Apesar de muita gente ainda ficar surpresa ao saber que existem faculdades de Música, Ana também pretende insistir no objetivo:

Posso dizer que cursar Música foi um sonho alimentado por muitos anos e que agora está finalmente se realizando. O que me motivou foi, com certeza, o amor pela música e pelo meu instrumento, o violão”.

 

Curte a Ana e seu violão aí! Youtube.

Dicas, pra que te quero!

Pra não perder o ritmo, confira mais uns toques da Ana e do Tuti:

  • Informe-se sobre a grade curricular das universidades e veja qual combina mais com você;
  • Estude muito;
  • Busque conhecer outros músicos e diferentes tipos de música;
  • Aproveite para participar de saraus;
  • Divulgue seu trabalho;
  • Esteja disponível para novos aprendizados!

Nem sempre é fácil bancar um sonho. Mas só quem faz o que gosta é que sabe o quanto vale a pena! Fique ligado(a) nos outros posts da Série Profissões e até a próxima!