E aí, ~serumaninho~ de Exatas! Em dúvida sobre qual Engenharia te agrada mais?! Então, chegou a vez da Engenharia Química aqui na Série Profissões. Curso que permite ao profissional elaborar métodos para a produção de produtos químicos, aperfeiçoar as técnicas de extração, transformação e utilização de matérias-primas, por exemplo. Quer saber mais? Confere aí!

Não é novidade que gostar de Química e ter afinidade com a matéria no Ensino Médio é o primeiro passo. Mas é preciso ter consciência de que ingressar em uma Engenharia não é nada fácil. 💪

O curso é difícil e exige muita dedicação. Foi o que as estudantes Vivian Garbellotto, da USP; e Stella Felix, da UERJ, nos contaram.

1As meninas reconhecem que o curso não é nada fácil. Foto: Wikipédia.

Aos 24 anos, Stella está no 11° semestre do curso. Até ser aprovada no vestibular, ela cogitou outras possibilidades.

 

Apesar de ter cursado ensino técnico em Web Designer, estava buscando me encontrar como profissional, e a maioria das pessoas não têm maturidade suficiente para decidir qual profissão querem para a sua vida.”

 

Desmotivada com a falta de estágios na área de Web Designer, a estudante voltou à ideia de tentar a Engenharia Química depois de acompanhar palestras sobre a profissão e com o incentivo de um professor.

“O meu professor de Química, que havia acompanhado as palestras com a turma, era formado em Engenharia Química. Comecei a perguntar a algumas pessoas sobre a profissão, e realmente confirmei meu interesse pelo curso”, conta Stella.

Não é simples, mas nenhum curso é!

“Não é um curso fácil. Mas nenhum é. Você vai se questionar se está no caminho certo várias vezes, mas também vai perceber o quão rica é a profissão de um engenheiro químico. Afinal, é a engenharia universal”, afirma Vivian.

3Vivian está no oitavo semestre na USP. Arquivo pessoal.

Durante a faculdade existem matérias básicas, como Cálculo, Física, Química; as específicas de Engenharias, como fenômenos de transporte, processos, projetos, gestão; e as específicas de Engenharia Química, que são voltadas para a indústria química.

Essas disciplinas dão a base para que o aluno possa projetar, modelar e controlar equipamentos, reações e fenômenos, otimizar processos, acompanhar operações industriais e entender a lógica do processo como um todo. “Vale ressaltar que, diferente do que já li, nós não temos uma grade tão extensa em disciplinas de Química. Sinceramente, não vejo o profissional de Engenharia Química como um químico”, diz Stella.

Stella também explica que uma característica do curso é que ele sofre algumas mudanças dependendo da universidade, que tenta adequar as técnicas para a demanda de sua região.

 

Em São Paulo, a procura pelo curso é alta; em alguns vestibulares chega a ser tão concorrido quanto o curso de Medicina”, conta Vivian.

 

A estudante da UERJ, Stella, comenta que sente orgulho de estar se formando em sua Universidade, já que o curso é forte e tem ótimos professores. Segundo ela, o diferencial foi ter estudado com profissionais que atuaram e atuam na Petrobrás.

Rola estágio?

Vivian tem 21 anos e estagia em uma indústria da região de Lorena (SP), onde reside. Ela também é voluntária em uma empresa de comunicação e ensino em Engenharia Química.

Vivian compartilhando uma de suas experiências da Engenharia Química. Fonte: Youtube.

Stella trabalha na área de Acompanhamento de Processos em uma indústria que produz elastômeros (sim, tem a ver com elástico e borracha :P). “O interessante é que o estágio é, como costumamos dizer, ‘de chão de fábrica’. Trabalho acompanhando recuperação de monômeros residuais das reações, eficiências de produtos, índice de utilidades, inspeção das áreas industriais, acompanhamento das reações…”, diz Stella.

 

Mas, mesmo que ambas estejam no mercado de trabalho, o momento atual não é bom. O mercado não tem conseguido absorver a quantidade de profissionais qualificados que estão se formando. – 

 

“Em São Paulo, capital, há muitas oportunidades, mas não é muito perto, o que dificulta para nós. Além disso, muitos estão se descobrindo nos estágios, percebendo de fato em que ramo querem atuar ou se preferem seguir a carreira acadêmica”, afirma Vivian.

Alquimia do possível

Mas, apesar da crise (você já leu isso mil vezes!), as duas estudantes acreditam que a procura por engenheiros é sempre alta.

“Tem que estar disposto a morar longe da família, a sair pro mundo e encarar de frente, porque boas oportunidades sempre existem, mas tem que correr atrás. É um momento difícil para emprego, mas não é impossível”, afirma Vivian.

Já Stella aconselha o estudante a apostar no básico e se especializar naquilo que a indústria necessita de mais urgente: “Por exemplo,a área de tratamento de efluentes é uma boa, pois, independentemente da crise, é necessário o tratamento do efluente gerado pela indústria”, diz.

2Stella faz estágio em uma indústria de elastômeros. Arquivo pessoal.

Para se dar bem na profissão, não tem nenhum segredo. Como em todo curso, é necessário muito esforço. Vivian e Stella apontam um caminho com disciplinas de alto grau de dificuldade na faculdade e situação difícil para oportunidades, mas as duas estão super satisfeitas com a escolha que fizeram! 😉

“Somos preferencialmente profissionais de indústria, mas temos outros ramos de atuação e, ao longo do curso, com o amadurecimento e o conhecimento dos fundamentos teóricos, vamos  reconhecendo nossas áreas de interesse”, avisa Stella. 

Dicas, pra que te quero!

Veja mais dicas que as meninas separaram pra gente:

  • Procure informações sobre o que é a profissão. É importante entender em quais áreas atuar e ler sobre as perspectivas para o futuro;
  • Não busque o estágio muito tarde, pois é importante ter o momento de errar nas fases de processos seletivos, como dinâmicas e entrevistas;
  • Aprender outras línguas também é fundamental;
  • Desenvolva conhecimentos extracurriculares através de cursos;
  • Tenha paciência e não desista!

Curtiu saber mais sobre a Engenharia Química? Aproveite para conhecer outras graduações pelo olhar dos estudantes. 🙂 Até mais!