Eólica, hidrelétrica, solar, marítima. Com certeza você já estudou esses e outros tipos de energia. E por acaso já pensou em trabalhar com isso? Se você curte cálculos e Química, pode ser uma boa! 😀

Nesse post da Série Profissões, a estudante Ynaiê e o professor Luciano falam sobre o curso de Engenharia de Energia e os rumos dessa promissora profissão. Vambora!

Ciências Exatas = 💓

Ynaiê da Rosa Bianchetti sempre se identificou com as Exatas. “Quando estava no Ensino Fundamental e Médio, sempre curti muito as disciplinas de Matemática e Química. Comecei a perceber que a Engenharia era uma área que lidava bastante com as Ciências Exatas, o que influenciou na minha decisão.”

2Ynaiê ao lado do coordenador do curso, Alexandre Ferreira Galio. Arquivo pessoal.

Outro atrativo foi o fato da Engenharia de Energia também lidar com o Meio Ambiente.”

 

A gaúcha de 19 anos nascida em Bagé, na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, conta que a família sempre apoiou suas escolhas: “Eles queriam que eu optasse pelo curso que eu mais me identificasse”.

Estudante do 4º semestre de Engenharia de Energia na Unipampa, Ynaiê explica que o curso é de turno integral e exige bastante dedicação. “Estou sempre envolvida com a universidade e, quando há tempo livre, me dedico aos estudos.”

3No laboratório da Universidade, durante uma aula de Química Geral. Arquivo pessoal.

Ela alerta que o curso é bem puxado e que a maioria das disciplinas possui pré-requisitos. “Sempre tive mais facilidade com cadeiras que envolvem cálculos, por isso a parte teórica é onde tenho mais dificuldade, mas nada que não possa ser compreendido.”

 

As disciplinas que considero mais interessantes são Cálculo e Física I, II e III!” 😮

 

Antes de ingressar em estágios, Ynaiê quer adquirir um conhecimento mais avançado. “O mercado de trabalho na minha região seria em parques eólicos e mineração. Ainda não sei onde vou atuar, mas pretendo fazer uma especialização para ampliar minhas possibilidades.”

 

Estou satisfeita, pois estou no ramo que eu gosto!”

 

Fala, coordenador!

O coordenador do curso de Engenharia de Energia da UFSC, Luciano Lopes Pfitscher, conta que a área surgiu para formar profissionais capacitados a trabalhar com a questão energética, desde o aproveitamento dos recursos (água, sol, vento, carvão, biocombustíveis) até o uso final, como na iluminação, aquecimento, refrigeração, transporte e movimentação de cargas.

1Estudantes de Engenharia de Energia da UFSC em visita técnica à Usina Hidrelétrica de Itaipu, em 2014. Arquivo pessoal.

Esses profissionais buscam soluções para grandes desafios que surgem com o crescimento econômico e populacional, e que fazem com que cada vez mais a energia seja uma área estratégica.”

 

O professor aponta que, no curso, são estudadas disciplinas sobre recursos energéticos, impactos ambientais e sustentabilidade, fontes de energia, máquinas elétricas e térmicas, instalações industriais, eficiência energética, distribuição, armazenamento e comercialização de energia, entre outras.

 

O diferencial da Engenharia de Energia em relação a outros cursos de Engenharia é a abordagem das diversas formas de produção e uso de energia.”

 

E tem muita atividade prática? “Algumas disciplinas básicas (Física, Química e Programação) obrigatoriamente envolvem atividades práticas, além do Estágio Profissional. Quem for trabalhar em laboratórios de pesquisa ou em indústrias deverá saber utilizar instrumentos de medição e, se necessário, fazer instalações de equipamentos”.

4Visita dos estudantes na sala de conversores de potência de Furnas (Foz do Iguaçu, PR). Arquivo Pessoal.

Sobre o mercado de trabalho, Luciano avalia que, como os cursos são recentes, as primeiras turmas estão começando a se inserir no cenário. “O momento é de crescimento, pois as empresas também estão começando a descobrir o potencial desses profissionais – especialmente indústrias e companhias de distribuição e comercialização do setor energético.”

E não é só de cálculos que se faz um(a) engenheiro(a) de energia: “De modo geral, os engenheiros têm um perfil que envolve liderança, criatividade para resolver problemas, capacidade de trabalho em equipe, boa comunicação e raciocínio lógico. Essas são habilidades normalmente desenvolvidas também na Engenharia de Energia”.

Onde vou trabalhar?

Você poderá trabalhar em empresas geradoras, transmissoras, distribuidoras e comercializadoras de energia, órgãos governamentais ou como autônomo(a).

 

A pesquisa e o desenvolvimento de novas fontes de energia é um mercado em expansão, assim como os setores petrolífero, petroquímico, metal-mecânico, fotovoltaico, entre outros. – 

 

Você poderá atuar na:

  • Otimização do consumo de energia;
  • Coordenação de usinas;
  • Avaliação e implementação do melhor tipo de energia – entre renováveis e não renováveis – para uso;
  • Análise dos impactos ambientais, sociais e econômicos relacionados a usinas;.
  • Pesquisa e desenvolvimento de tecnologia;
  • Aproveitamento de novas tecnologias para geração e uso final do consumidor;
  • Administração e racionalização do uso de energia nas indústrias, com o objetivo de reduzir os gastos.

Dicas, pra que te quero!

Se liga nos toques da Ynaiê se você se interessou pela Engenharia de Energia:

  • Analise com qual área você mais se identifica (Exatas x Humanas);
  • Leve o curso a sério. Engenheiros de energia lidam com o Meio Ambiente, o que exige alta responsabilidade;
  • Tenha consciência de que o curso tem que ser muito bem aproveitado, pois é o seu empenho que vai determinar que tipo de profissional você vai ser;
  • Estude e se mantenha atualizado(a), pois esse mercado é bastante competitivo.

Sobre dicas pra quem gostou do curso, o coordenador Luciano propôs uma interação: “O futuro estudante de Engenharia de Energia provavelmente responderá ‘sim’ a ao menos uma das questões a seguir”:

  • ‘Quero estudar formas de aproveitar melhor os recursos naturais existentes para produzir energia, sem comprometer as gerações futuras?’;
  • ‘Quero estudar formas de gerenciar o consumo de energia nas instalações (residenciais, prediais, industriais, rurais) de forma racional, reduzindo custos e evitando desperdícios?’;
  • ‘Quero propor soluções para o desafio do aumento do consumo de energia no Brasil e no mundo?’;
  • ‘A Engenharia de Energia possui uma base bastante forte de disciplinas da área de Matemática, Física e Química. É isso que eu quero/gosto?’”.

 

Para quem se identificou com esses desafios, sugiro pesquisar os sites dos cursos de Engenharia de Energia, analisando questões como grade curricular, avaliações do MEC e ENADE e atividades (notícias, redes sociais).”

 

Gostou do curso de Engenharia de Energia? Essa profissão promete! Fica ligado nos demais posts que já publicamos para te ajudar na saga da escolha profissional. Até!