Dentre as tantas Engenharias, chegou a vez da Engenharia de Alimentos aqui na Série Profissões!

 

O curso busca formar profissionais para o exercício de atividades técnicas, científicas e administrativas, desde o controle de matérias-primas até o produto final. Se interessa? Então, vem com a gente! 🙂 – 

 

Formado pela Universidade Federal do Ceará, aos 25 anos Diogo Rocha já cursa o mestrado em Engenharia de Alimentos na Universidade Federal de Santa Catarina. Depois de ter sido incentivado por uma professora, pesquisou sobre o curso e se encantou pela profissão. 

Assim como ele, a estudante  de 18 anos, Gabrielle Borges, se diz apaixonada pela faculdade: “Sempre me fascinou o assunto sobre alimentos. Me falaram da Engenharia de Alimentos, pesquisei a respeito, e foi aí que eu tive certeza do que eu queria pra minha vida”, diz.

Nada de Nutrição!

Diogo explica que ainda se compara muito a profissão com a Nutrição, e essa comparação pode sugerir que o curso aborda somente a área de ciência e tecnologia.

1O curso exige conhecimento sobre os alimentos, mas não tem nada de Nutrição! Gabriel Ghnassia/Unsplash.

 

Tal equívoco, por parte de muitos alunos, causa uma decepção com o curso e, consequentemente, uma evasão não esperada”, afirma.

 

Ainda, na opinião do Diogo, existe um certo “anonimato” na região nordeste, o que faz com que poucas pessoas conheçam as características dessa graduação. Além disso, a inexistência de conselhos específicos na área gera indignação por parte dos alunos e  dos profissionais: “Essa representatividade sanaria muitos problemas relacionados à atuação do profissional no mercado e a visualização do mesmo em um nível mais amplo”, diz Diogo.            

 

Já a grade curricular, como toda Engenharia, traz muitas disciplinas de Cálculo. Além, é claro, de estar bem ambientada com muita Química e muita Física! – 

 

“A maior dificuldade pra mim é ter que dar conta de todas as cadeiras, porque muitas vezes as aulas não ajudam por falta de didática do professor ou até de organização. E aí sobra pra nós desvendarmos os livros e olharmos os vídeos do Me Salva!, haha”, conta Gabi. 😉

3Diogo faz mestrado na UFSC. Arquivo pessoal.

Pegando o ritmo

Gabi está no quarto semestre do curso na UFRGS. Ela conta que já esperava dificuldades, mas acabou percebendo que a graduação é mais difícil do que pensava.

 

Quando cheguei na faculdade, meu ritmo de estudos não era suficiente; tive notas ruins e repeti algumas disciplinas. Hoje já estou me adaptando e pegando o ritmo, me esforçando ao máximo pra não cometer os mesmos erros.”

 

“Particularmente não me decepcionei com a faculdade. Obviamente descobri algumas particularidades do dia a dia, o curso tem suas dificuldades e suas facilidades”, afirma Diogo.

Outra lado que não agrada muito aos estudantes é a dificuldade de conseguir um estágio. Nem sempre a remuneração é boa. Gabrielle ainda não teve experiência com estágios em função do horário das aulas, que são em período integral. Mas tem boas perspectivas: “As indústrias alimentícias estão sempre em desenvolvimento e crescimento, além de que as pessoas sempre irão comer. Então, acredito que sempre terão oportunidades para novos empregados neste ramo”.

gabrielleGabi cursa o quarto semestre de Engenharia de Alimentos na UFRGS. Arquivo pessoal.

Indústria que cresce

O setor alimentício, mesmo em crise, é crescente. A prova disso é que alguns profissionais já integram outras áreas que antes não eram exploradas, como o setor ambiental e sustentável.

“Existem muitos estágios que nos acrescentam como futuros profissionais. Estágios em indústria, geralmente, mostram a realidade. Em unidades de pesquisa, como a Embrapa, nos proporcionam ver a pesquisa sendo realizada para solucionar problemas da indústria”, comenta Diogo.  

 

Por isso, é importante dedicação durante a faculdade e aproveitar ao máximo o que a universidade tem a oferecer, como grupos de pesquisa, seminários e palestras. –

 

Diogo fez estágio na Embrapa e atualmente pesquisa a área de otimização de processos, além de estar planejando uma microempresa com mais dois profissionais de áreas afins.

2Diogo no Laboratório de Processos Agroindustriais da Embrapa, onde fez todo projeto de mestrado. Arquivo pessoal.

“Vejo que o mercado de Engenharia de Alimentos tende a crescer sempre, pois a cada dia se procura algo novo e melhor, obrigando as indústrias a inovarem tanto em produtos como em processos que irão gerar e perpassar tais produtos”, afirma Diogo.

Ainda um pouco distante do mercado, Gabi é confiante: “Estou em um curso extremamente interessante e completo, que vem crescendo cada vez mais no Brasil”.  

Dicas, pra que te quero!

Veja o que a Gabrielle e o Diogo recomendam para você:

  • Estude muito;
  • Procure pesquisar sobre a profissão, para não ter surpresas;
  • É bom ter afinidade com Matemática e Química;
  • Tenha paciência com o volume de disciplinas até encontrar a área que mais lhe agrada;
  • Participe das empresas júnior e centros acadêmicos;
  • Converse com os professores;
  • Não desista!

Ingressar em uma Engenharia não é tarefa fácil! Mas, se é isso que você quer, dedique-se! Nós estaremos aqui para dar uma forcinha 👊 Até mais!