Ansiedade, dúvida, empolgação. Está chegando o momento de decidir o que fazer da vida e, junto, vem um mix de emoções sobre o futuro e suas possibilidades. Será que vou ganhar dinheiro? Vou me sentir realizado? Serei bem-sucedido? Nesse post da Série Profissões – nosso guia da escolha profissional – conversamos com o educador físico Paulo e com a estudante Ana Paula para que você conheça um pouco mais sobre o curso de Educação Física.

Parei no Canadá

A escolha profissional de Paulo Nonnenmacher não foi exatamente motivada pela paixão, e sim, pela ocasião. “Estava indeciso entre dois outros cursos: Biologia e Medicina Veterinária. Acabei optando pela Educação Física porque era o único dos três disponível no turno da noite e também porque sempre gostei de esportes”, conta, contrariando o desejo da mãe, que tentou influenciá-lo a cursar Direito (quem nunca?).

 

Escolheu Educação Física, contrariando o desejo da mãe – 

 

Formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) no ano de 2014, em bacharelado e licenciatura (já já vamos explicar para você o que é isso), o gaúcho lembra do dia a dia do curso com saudade. “A faculdade era bastante exigente, com muita leitura e tarefas, mas eu adorava! Além do aprendizado, foi também um tempo de muita diversão, cheio de atividades e com uma galera muita parceira”.

Em Porto Alegre, Paulo trabalhou em três academias diferentes e também em uma escola de futsal para crianças entre 3-5 anos. “Na escolinha foi fantástico! Eu adoro crianças, então foi uma época muito gratificante”. O apaixonado por futebol conta que, nos finais de semana, tirava uma grana extra apitando competições amadoras e que, depois, fez o curso de formação de árbitros da Federação Gaúcha de Futebol, com duração de seis meses.

Mas cadê o Canadá nessa história? A oportunidade surgiu com a chance de um mestrado que acabou não se concretizando. Mesmo assim, Paulo resolveu ficar por lá para tentar uma nova vida.

 

Hoje atuo como personal trainer em uma academia e também como árbitro junto à Federação Canadense de Futebol, graças à minha experiência prévia adquirida no Brasil”.

 

Mesmo sem um início muito emocionante, a escolha profissional de Paulo, hoje com 30 anos, deu certo. “A Educação Física me trouxe vários benefícios, como pensar no bem-estar coletivo e tentar ajudar o próximo. Também me proporcionou conhecimento técnico e teórico sobre o funcionamento do corpo humano, o que auxiliou a equilibrar meu estilo de vida. Tenho muito prazer em fazer o que faço e em ver a satisfação dos meus alunos e clientes”.

Paulo (no centro) na ativa apitando jogos gaúchos. Arquivo pessoal.

Paulo (no centro) na ativa apitando jogos gaúchos. Arquivo pessoal.

Vivendo e aprendendo

Ana Paula Queiroz sempre foi ligada em artes e movimento. Quando criança, foi bailarina. Na adolescência, jogava vôlei. Hoje, pratica atletismo amador, natação e tem aulas de circo. A estudante do 9o semestre de Educação Física da Universidade Federal do Paraná (UFPR) conta que não tinha certeza de sua escolha profissional e buscou se informar.

 

– Ligada em artes e movimento desde pequena – 

 

“No 1o ano do Ensino Médio, eu já lia alguns livros voltados ao vestibular. No 2o, fiz o simulado para Educação Física para testar minhas habilidades. Já no “terceirão”, resolvi de última hora fazer para Medicina Veterinária, profissão com a qual também me identificava, por gostar de animais”.

Como não passou, a curitibana de 27 anos seguiu tentando a federal e, após estudar muito, passou na 6a tentativa, aos 23. “Até entrar na faculdade, eu estudava lendo jornais, revistas e atualidades, compilava resumões das apostilas dos cursinhos anteriores que fiz, além de inúmeros concursos públicos, ENEMs e vestibulares estaduais que prestei”.

ConteudoAna Paula (à direita) em uma competição amadora de corrida de rua. Arquivo pessoal.

Ana Paula está concluindo a licenciatura e pretende se formar também no bacharelado. “Ainda não sei com o que vou trabalhar, pois o curso é vasto e tem um leque gigante para atuação. O que considero mais importante é o objetivo de vida. Você deve se perguntar o que se imagina fazendo e onde quer chegar. Tenha consciência da sua escolha”. Sobre expectativas, ela dá um conselho. “Esperar algo do curso é algo muito pessoal. Na minha opinião, só temos respostas vivenciando e experimentando. Tem que viver para saber”.

Onde vou trabalhar, afinal?

Licenciatura: Profissional habilitado(a) que abrange a área da docência, ou seja, será professor(a) em escolas públicas e/ou privadas.

Bacharelado: Profissional habilitado(a) que abrange de forma mais ampla o mercado de trabalho: academias, clubes em geral, hospitais, centros comunitários, hotéis e empresas.

 

– Muitas possibilidades! – 

 

Você poderá atuar como treinador e preparador físico das mais variadas modalidades, professor, personal trainer, instrutor em academia, instrutor de ginástica laboral, reabilitação hospitalar, esportes de aventura, pesquisador em atividade física, entre muitas outras.

Dicas, pra que te quero!

  • Confere aí algumas dicas dos nossos entrevistados:
  • Buscar informações sobre a área desejada, como mercado de trabalho e remuneração;
  • Visitar a feira de profissões na sua cidade;
  • Conhecer a universidade onde pretende estudar: converse com professores e alunos e, se possível, assista a algumas aulas;
  • Gostar de estudar o corpo humano! Prepare-se para disciplinas como bioquímica, biofísica e anatomia;
  • Ser comunicativo vai ajudar bastante;
  • Curtir um estilo de vida ativo;
  • Relaxar: não se preocupe, com um trabalho bem feito, vem o retorno financeiro.

E aí, curtiu as dicas? O que achou das experiências do Paulo e da Ana? Nos próximos posts da Série Profissões, vamos continuar nossa jornada para ajudar você nessa escolha tão importante (: Fica ligado!