Hobbits, kiwis, rugby. Certamente você pensa em alguma dessas palavras quando se fala em Nova Zelândia, não é? Estudar Inglês, estagiar em uma empresa de tecnologia da informação, visitar as locações da saga de “O Senhor dos Anéis”, ou ver de perto a carismática saudação da equipe neozelandesa de rugby, a Haka (dança típica dos Maori, povo nativo). Que tal, hein?

Nesse post da Série Intercâmbios, o Roberto conta tudo que descobriu sobre essa ilha (duas, na verdade) da Oceania, que é um dos países mais desenvolvidos do mundo: seu IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) ficou em 10º lugar em 2014. Paisagens incríveis, aprendizado e muita aventura estão no roteiro. Chega mais!

NZ1Jornada cheia de aventuras: Roberto, a caminho do vulcão Mount Eden, em Auckland. Arquivo pessoal.

Inglês, seu lindo

Roberto Magossi Junior buscou o intercâmbio por um motivo bem objetivo: “Eu queria aprimorar meu Inglês”. Em 2014, então, o hoje engenheiro de automação trancou a faculdade, largou o emprego estável e caiu no mundo. “Escolhi a Nova Zelândia porque queria um destino diferente, fora do convencional, pois nunca fui muito atraído pelos grandes centros.”

 

Ouvir depoimentos de quem já tinha ido para a Nova Zelândia foi decisivo na minha escolha.”

 

A passagem de ida e volta foi presente da família e o restante ficou por conta do paulista de 29 anos, que pesquisou bastante na internet e acabou optando pelo serviço de uma agência. “Fiquei seis meses estudando Inglês em uma escola local. Posso dizer que fui com o idioma intermediário e voltei no avançado. Mas não adianta chegar na aula e ficar só falando em Português com os outros brasileiros. Tem que se esforçar bastante”, alerta.

NZ2No hostel onde ficou, Roberto (de boné) fez amizades que mantém até hoje com pessoas da Colômbia, França, Japão e Arábia Saudita. Arquivo pessoal.

Roberto ficou hospedado em um hostel, na cidade de Auckland a maior do país com quarto individual e banheiro compartilhado (que estava sempre limpinho). “Não tenho reclamações. Essa é uma grande dúvida quando se decide realizar o intercâmbio: ficar em hostel ou em uma host family? É uma decisão muito pessoal. Escolhi o hostel, mas tive colegas que curtiram e falaram muito bem da casa de família onde ficaram.”

Dia a dia neozelandês

Uma das cenas divertidas e incomuns que Roberto presenciou foi em um supermercado. “Eu via algumas pessoas indo fazer compras vestidas só de pijama, chinelo e meia. Sinceramente, achei muito legal! Percebi que lá eles não são preocupados com roupas de marca e não se vestem pra impressionar.”

 

Preferi guardar a grana e viajar pelo país durante os finais de semana.”

 

O transporte público é de fácil acesso, bem organizado e barato. “Como morei bem próximo ao centro da cidade, andava bastante a pé também.” Sobre o mercado de trabalho, a história do kiwi é verdadeira. “Tenho um amigo que trabalhou em uma plantação por um ano e curtiu. É uma oportunidade que gera muitos empregos por lá.” Na época da viagem do engenheiro, um dólar neozelandês era equivalente a um real (hoje é R$ 2,36). “Eu evitava comer em restaurantes ou pegar táxis pra economizar e poder viajar.”

Aventura no condado \o/

Roberto aproveitou e muito o turismo de aventura da Nova Zelândia. Ele praticou bungee jump (duas vezes!), skydiving e rafting. “A experiência mais legal foi o salto do Nevis Bungy Jump, que é o maior da Nova Zelândia e está entre os 15 mais altos do mundo (134 metros!) É uma mistura de sensações, pura adrenalina! Um fato curioso e que eu não sabia, é que você tem que assinar um termo de responsabilidade em caso de morte.” #tenso

NZ3Prestes a se jogar do bungee jump! Arquivo pessoal.

NZ4Skydiving e hangloose \o/ Arquivo pessoal.

Roberto alugou um carro com mais dois amigos e percorreu quase todo o país!

 

O paulista conheceu várias cidades na trip de carro. “Uma das viagens que mais curti foi para Cabo Reinga. Fica na ilha norte, a cerca de 350km de Auckland. O local é considerado sagrado pelos maoris, que acreditam que lá fica a porta de entrada dos espíritos para a vida após a morte.” Na mesma região, ele lembra que contemplar o encontro do Mar da Tasmânia com o Oceano Pacífico foi de impressionar: “Simplesmente uma visão hipnotizante”.

NZ5Curtindo o encontro do Mar da Tasmânia com o Oceano Pacífico. Arquivo pessoal.

E é claro que uma passadinha nas locações da saga da sociedade do anel não poderia faltar: “A vila dos hobbits fica na cidade de Matamata. É um passeio bem legal pra quem é fã do filme. Além da toca do Bilbo, conheci o Green Dragon Pub, o moinho, a ponte de arco duplo e a famosa Party Tree. Nota 10!”.

NZ6A toca do Bilbo não poderia faltar no roteiro. Arquivo pessoal.

Excesso de bagagem

Roberto avalia o intercâmbio como um rico acúmulo de bagagem cultural e aprendizado: “Você viaja com o intuito principal de aprender um idioma, porém, vive experiências significativas paralelamente. Morar a mais de 12 mil km de distância do seu país, família e amigos, viver em um hostel e ter a oportunidade de conhecer pessoas de todo o mundo só traz benefícios. Acredito que voltei com mais desenvoltura, persistência e também com muito mais simplicidade”.

 

Com certeza mudou meu jeito de ser.”

 

Dicas, pra que te quero!

Confere as dicas do Roberto pra se aventurar na Nova Zelândia:

  • Controle os gastos! Estabelecer prioridades e metas será de grande ajuda;
  • Estude! Se você for para aprender Inglês, vai ter que se dedicar;
  • Respeite as leis, que podem ser bem diferentes do seu país;
  • Visite Queenstown, na ilha Sul. Tem paisagens lindas e é onde fica o bungee jump;
  • Se organize! Se você planejar e alugar um carro, conseguirá visitar o país inteiro;
  • Aproveite! A Nova Zelândia é um país incrível.

O Roberto aproveitou mesmo a Nova Zelândia, hein! O depoimento dele deixou você com vontade de fazer um intercâmbio por lá? Fala aí pra gente. 🙂 E aguarde os próximos episódios da saga dos intercambistas! Até o/