Um pouquinho menor do que o Estado do Rio de Janeiro, a Holanda está lá, escondidinha no mapa Europeu (pode conferir! fica entre a Bélgica e a Alemanha).

 

Mas o que o país não tem em tamanho, compensa em beleza, organização e qualidade de vida! –

 

A Holanda é a 5ª colocada no ranking mundial de Desenvolvimento Humano da Organização das Nações Unidas. Mas, se você perguntar, vão sempre reconhecer o país pelas tulipas, queijos, moinhos de vento e pelas bicicletas, é claro!

A Manoela Tomasi, 25 anos, passou um ano estudando Jornalismo Internacional em Amsterdã, a Capital. O que ela viu por lá? A gente conta aqui na Série Intercâmbios! 😀

3Manoela (linda, leve e solta, como você pode ver) no Vooldenpark, a maior praça da Holanda. Arquivo pessoal.

Troco festa por intercâmbio!

A paixão por viajar fez Manoela abrir mão da festa de 15 anos por um intercâmbio aos 18. O pai, grande incentivador, passou a guardar dinheiro para realizar o sonho da filha desde cedo. Foi assim que, em 2009, ela embarcou de Porto Alegre para Dublin, na Irlanda, onde estudou Inglês e trabalhou como au pair (babá) durante um ano.

1Manoela (de amarelo) durante seu intercâmbio em Dublin. Arquivo pessoal.

Mas… e a Holanda? – você deve estar se perguntando. É que quando a Manoela voltou da Irlanda, ela já estava sofrendo daquela doença contagiosa chamada “febre de viagem”. Conhece? Era só uma questão de tempo até a próxima aventura.

 

Passei a procurar por bolsas de estudos que oportunizassem experiências no exterior, já que eu não tinha como pagar mais uma viagem por conta própria.”

 

O desânimo logo bateu: a gaúcha não preenchia os requisitos da grande maioria das bolsas por causa de sua graduação, o Jornalismo. Foi assistindo TV que ouviu falar no Ciência sem Fronteiras. No quinto semestre de seu curso, em 2013, foi selecionada. O país escolhido: a Holanda – por causa do Inglês, segundo ela.

Uma ajudinha, por favor

Além da assistência da galera do Ciência sem Fronteiras, a Manoela contou com uma ajuda muito legal antes de viajar. A jornalista conheceu uma organização do governo holandês com sede no Brasil que tirou dúvidas antes e durante a viagem.

 

A Nuffic Neso Brazil faz a ponte entre estudantes brasileiros e universidades holandesas. –

 

Até 2018, inclusive, a Manoela é Embaixadora de Estudos por essa instituição. Ela é responsável por ajudar os estudantes gaúchos que querem ir para a Holanda, fornecendo informações sobre o país e as universidades.

10Em uma das pontes que cruzam os canais de Amsterdã. Arquivo pessoal.

Aprendizado sem fronteiras

Em Amsterdã, a Manoela estudou Jornalismo Internacional na Hogeschool van Amsterdam. No primeiro semestre, a turma era composta, em sua maioria, por holandeses.

 

Fiz grandes amizades. Levei o pessoal para jantar em um restaurante brasileiro lá, saíamos de vez em quando e fizemos duas viagens com a turma.”

 

Os professores, segundo a Manoela, eram bastante próximos dos alunos. Mas exigiam algumas regras básicas, como respeito e pontualidade (nada mais justo, né?). No segundo semestre, a turma da jornalista gaúcha era superinternacional, com colegas de todo canto do mundo.

 

Aprendi muito. No ensino holandês,  os professores passam o básico do conhecimento para o aluno. O método deles é que o estudante saiba pesquisar e estudar o conteúdo por conta própria.”

 

7Em frente à entrada da Universidade holandesa. Arquivo pessoal.

O melhor da Holanda: os holandeses

Na Copa de 2014, no Brasil, a gente já comprovou que os holandeses são muito gatinhos – homens e mulheres! Mas, não é disso que estamos falando. A Manoela ficou impressionada com a mente aberta do pessoal que ela conheceu em Amsterdã.

 

Uma das características que mais admiro é a humildade dos holandeses. Eles não se importam com status social, mas com qualidade de vida.”

 

Segundo a gaúcha, na Holanda todo mundo tem uma educação muito boa desde a escola. “Eles não se preocupam muito com o futuro, sabem que, independentemente do trabalho que fizerem, vão ter uma remuneração suficiente para viver bem.”

4Qualidade de vida em primeiro lugar. Arquivo pessoal.

Os cenários holandeses misturam o antigo e o moderno. Os parques eram uma das formas preferidas da Manoela passar o tempo livre por lá.

 

No final de semana de sol é bem comum o pessoal ir ao parque, fazer piquenique, levar um vinho e passar a tarde com os amigos.”

 

Amsterdã também é cheia de festivais de música, opções de bares, restaurantes e aquela ~~baladinha~~ básica. “Eu me reunia muito com um grupo de brasileiros para sair. As vezes é bom ficar perto dos nossos costumes e de pessoas que entendem a cultura. Mas, os holandeses estão sempre com vontade ir para festas e festivais.”

Vá de bike!

Faz muitos anos que o governo holandês deixou os carros em segundo plano para investir em um meio de transporte menos poluente – as bicicletas!

A Manoela conta que o país tem muita infraestrutura para as magrelas: estacionamentos, garagens, ciclovias, etc. E TODO MUNDO usa: professores, alunos, médicos, artistas.

 

Me apaixonei pelas bicicletas e por este meio de transporte ser levado tão a sério lá. Pedalar era algo que eu fazia todos os dias, para todos os lugares.”

 

5Olha a quantidade de bicicletas! 😮 Arquivo pessoal.

Nem tudo são flores

Tá, a maioria são flores mesmo. Afinal, é o país das tulipas, né? (piada ruim!). Mas, falando sério, viver “no paraíso” (como diz a Manoela) custa caro.

A intercambista até conseguia se virar com a bolsa do governo brasileiro. “Eu optei por reduzir o máximo de custos para que sobrasse dinheiro para viajar.”

 

O gasto mensal de um intercambista em Amsterdã pode chegar a uns € 700 por mês (o equivalente a uns R$ 2.500). E isso sem pagar o curso! –

 

Durante seis meses, a Manoela morou em um condomínio de estudantes – o que é bem comum por lá. No resto do tempo, optou por alugar um apartamento com duas brasileiras. O aluguel não era barato, uns € 400 (R$ 1.400) para cada uma. A dica da gaúcha para encontrar quartos por lá é esse site.   

2Amsterdã e suas houseboats (“casas barco”). Arquivo pessoal.

Não há investimento melhor que uma viagem

Conhecer pessoas completamente diferentes, lugares surpreendentes, se virar sozinha, administrar as contas e aprender algo novo todos os dias. É assim que a Manoela avalia suas viagens de intercâmbio.

 

Viajamos justamente para adquirir algo que, ao voltarmos, vamos poder usar para fazer a diferença onde vivemos.”

 

A volta, é claro, não é fácil para quem ama viajar. “Quando voltamos para o nosso mundo real, voltamos para a rotina, para os problemas do Brasil, para as nossas preocupações. Isso decepciona.”

A jornalista conta que acalmou o coraçãozinho pensando no próximo destino e no que precisa fazer para embarcar em uma nova aventura! 

6Manoela (de azul) e a irmã visitando Keukenhof, o jardim das tulipas. Arquivo pessoal.

Dicas, pra que te quero!

Ficou a fim de fazer um intercâmbio para a Holanda? A Manoela deu umas dicas pra te ajudar a chegar lá!

  • Procure um curso que você se identifique, entre em contato com a universidade ou escola e saiba mais sobre ele;
  • Informe-se se existe algum tipo de bolsa de estudos que facilite ir para lá;
  • Peça ajuda com as documentações necessárias e demais dicas;
  • Economize um dinheirinho; o custo de vida do país não é dos mais baratos;
  • Tenha coragem: um país com tulipas, fábricas de queijo e muitas bicicletas só pode ser um paraíso!

Curtiu conhecer a história da Manoela e seu intercâmbio na Holanda? Então conta pra gente quais outros países você quer conhecer aqui no Blog do Me Salva! Até a próxima. 😉