Já pensou em estudar em um país de cultura totalmente diferente da sua? Pois foi exatamente o que o Jônatas e a Clarissa pensaram! E melhor: partiram rumo à China e vivenciaram uma experiência incrível. 😉

A curiosidade pelo modo de vida asiático foi o que moveu a estudante de Design da PUC-Rio, Clarissa Butelli, e o estudante de Relações Internacionais da UFRGS, Jônatas Bica. Além disso, a chance de aprimorar a carreira fez com que os dois não perdessem a oportunidade.

Agarrando as chances!

Cursando a segunda graduação (ela é formada em Jornalismo também), Clarissa trabalha com projetos de encontros entre culturas na faculdade:

 

Como o Design lida com questões sociais em muitos casos, conhecer de perto a China e ter aula com alunos de várias províncias era uma oportunidade ótima para a pesquisa”, diz.  

 

No caso do Jônatas, que estudava mandarim há quatro anos, significou estudar a língua direto no país de origem! “Decidi aproveitar este período para refletir e reorientar a minha carreira”, conta ele.

CHINA1Jônatas conhecendo a Cidade Proibida, em Pequim. Arquivo pessoal

Por meio da indicação do Instituto Confúcio da UFRGS (instituição que promove a cultura e a Língua Chinesa), Jônatas conseguiu uma bolsa de estudos Hanban, uma organização da China que busca expandir o ensino da Língua Chinesa e os modos de vida do país. A Hanban é responsável por providenciar auxílio mensal e hospedagem no campus da universidade escolhida pelo aluno.

Já a Clarissa viajou através do programa de intercâmbio Top China, do Santander, que também banca os custos com estadia, alimentação e seguro.

 

Em 2015, fui com outra estudante da PUC e um professor para a PKU, a universidade de Pequim. Este ano, a dupla da PUC-Rio está indo pra Xangai”, diz Clarissa.

 

   CHINA2Clarissa e a alegria de fazer intercâmbio na China! Arquivo pessoal.

Chegando lá

Tudo pronto e #partiu China! Chegando em Pequim, Jônatas resolveu procurar o hostel onde ficaria por um aplicativo de celular chinês. A localização mapeada era a algumas quadras de uma das estações de metrô do centro.

“Eu não sabia, porém, que o hostel ficava localizado em um Hu Tong, uma estrutura de construção característica de cidades do norte da China que consiste em uma série de ruas, becos e vielas interligadas”, diz Jônatas.

O estudante acabou chegando a um asilo e, depois de pedir informações para as pessoas, em um quartel militar! Só após muita caminhada, Jônatas conseguiu enfim achar o hostel: “Aprendi que nenhuma pessoa chama esse tipo de ruela pelo nome e que não se deve confiar apenas no aplicativo de localização para achar um endereço na China!”. Isso tudo com alguém que já sabia o Mandarim, imagina para quem não fala a língua!

Sobre o relacionamento com as pessoas, Clarissa conta que a receptividade delas sempre foi bacana:

 

Os chineses são um exemplo muito bom de hospitalidade; eles se sentem responsáveis por proporcionar uma experiência boa para os visitantes”.

 

Além disso, a segurança, a limpeza e a organização das cidades chamaram a atenção dos dois estudantes. “O sistema de metrô tem uma cobertura excelente: é bem sinalizado, então não é difícil se locomover sozinho”, conta Clarissa.

CHINA3Jônatas registrou a vista de um vilarejo e uma floresta de bambu, vegetação que é famosa em toda a China, em An Ji. Arquivo pessoal.

Vivendo e aprendendo

Durante o período que estiveram na China, Clarissa e Jônatas tiveram muito aprendizado. Não só pelas atividades que desempenharam, mas também pelo convívio com a cultura chinesa.

Clarissa teve aulas com professores chineses em que o foco era oferecer uma visão geral sobre o país. Professores brasileiros também participavam falando de suas regiões. Ela conta que os alunos chineses participam de todas as aulas, rolando uma integração de culturas.

 

Tivemos outras atividades culturais: Mandarim, Tai chi, pintura com nanquim, dinâmicas e passeios pelas cidades.”

 

Jônatas, além das aulas de Mandarim na universidade Jiao Tong, em Xangai, aproveitava também as aulas de Tai chi e Wushu, artes marciais que aqui conhecemos como Kungu Fu.

china5Centro de Treinamento de Kung Fu Long Wu em Xangai. Arquivo pessoal.

No entanto, nem tudo é moleza! O Jônatas conta que a adaptação é complicada: demora bastante para se acostumar, ainda mais com a culinária.

china6Mercado de rua em Pequim. Arquivo pessoal.

Clarissa lembra que vários serviços de internet eram bloqueados, todos os serviços do Google, por exemplo. Por isso, Jônatas não tinha o serviço de mapas 😛

“Na época que fui, Whatsapp e Facebook eram bloqueados, e precisávamos nos comunicar com quem estava por lá; recebíamos e-mails importantes do Santander. Isso dificultou a comunicação, mas faz pate da experiência”, diz Clarissa.

china1china2Clarissa guarda lembranças da subida para a Muralha e de uma lojinha na universidade. Arquivo pessoal.

Mesmo com as dificuldades, os dois super indicam o intercâmbio, pois as cidades chinesas são ambientes bem cosmopolitas. “Sempre tínhamos quem pudesse tirar nossas dúvidas ou nos ajudar a passear pela cidade”, afirma Clarissa.

Já Jônatas ressalta a importância da experiência pessoal e a oportunidade de estar em contato com uma cultura diferente da ocidental.

 

Esclarecer as opiniões equivocadas a respeito da China foi um ponto bem positivo”, reflete o estudante.

 

CHINA.6Além de aprimorar o Mandarim, Jônatas destaca o contato com a cultural oriental. Arquivo pessoal.

Dicas, pra que te quero!

Confira os toques dos nossos estudantes para você aproveitar o intercâmbio:

  • Procure informações na sua faculdade. Várias universidades no Brasil tem o chamado Instituto Confúcio;
  • Mesmo que o programa de intercâmbio pague as despesas, é sempre importante levar uma grana extra para emergências e compras;
  • Estude os aspectos socioculturais do país que você pretende conhecer;
  • Converse com pessoas que já foram para esses lugares, para você ter uma boa preparação. 😉

Esse era o incentivo que você precisava para colocar o intercâmbio na sua checklist?! Esperamos que nossos estudantes tenham inspirado você! Até mais 👊