Já imaginou passar dois anos e meio estudando nos Estados Unidos e estagiar na NASA? Vem com a gente conhecer a história da Nina, que teve essa experiência épica na graduação e garante: voltou completamente mudada. 

Nina Trolly tem 24 anos e cursa Engenharia de Produção na LaSalle no Rio de Janeiro. Ela estudou durante 1 ano e 5 meses em Tallahassee através do programa Ciência sem Fronteiras: “É a Capital da Flórida. Ninguém sabe, mas é (risos).” Depois disso ela ainda conseguiu estender a estadia graças à universidade aqui no Brasil, fazendo cursos extracurriculares. 

5Nina conheceu o Grand Canyon durante seu intercâmbio. Arquivo pessoal.

Por que viajar?

Nina nos conta que a experiência prévia em um intercâmbio motivou a vontade de viajar de novo: “Eu não consigo ficar parada no mesmo lugar. Eu já tinha feito um intercâmbio quando estava no colégio. Fiz uma viagem e fiquei um tempo estudando inglês e viajando pela África do Sul e não quis parar mais”. Nesse período ela ficou em Cape Town, onde estudou inglês e fez trabalho voluntário.

Através do Ciência sem Fronteiras ela conseguiu mobilidade acadêmica e conta que essa foi uma experiência transformadora.

 

Foi bem legal, uma experiência muito boa. Muita gente já mora sozinho, ou em república; eu nunca tinha tido [essa experiência de morar sozinha]. Sou filha única, nunca tive que dividir nada, e aí eu cheguei lá e tinha que dividir casa e quarto com outras pessoas. Foi fácil, foi muito bom.”

 

4Nina também aproveitou e conheceu a Califórnia em uma road trip. Arquivo pessoal.

No grupo de Nina foram cerca de 25 brasileiros, alocados pelo programa para dividirem quartos e apartamentos em um prédio. Nenhum deles se conhecia antes e essa foi uma ótima experiência, ela garante. Nina, que antes morava com a mãe, voltou mais independente:

 

Fui pra fora e, quando voltei, cheguei completamente diferente. Agora estou morando sozinha. Vim com outra cabeça e com outra história”.

 

1Na imagem, todos os brasileiros na FSU, faculdade onde Nina estudou nos Estados Unidos. Arquivo pessoal.

Tallahassee, Flórida, U.S.A.

Nina nos conta que o grande diferencial que ela percebeu na universidade nos Estados Unidos foi a estrutura da instituição com um todo.

 

O grande diferencial da faculdade lá é a infraestrutura. São laboratórios enormes, bilionários, que você nunca vai ver dentro de uma universidade aqui no Brasil. A estrutura da faculdade, das salas de aula, bibliotecas funcionando 24 horas por dia com computadores, com lugares pra deitar, cafeterias, panquecas com bacon de graça.”

 

Ela conta que, durante o período de provas no fim do semestre, os estudantes recebiam massagem para relaxar durante os estudos e podiam descansar em sacos de dormir na biblioteca, que era equipada com videogames para reduzir o stress.

“Aqui você faz faculdade e já vai estagiando, você não vive a universidade. Lá eles são 100% focados na vida universitária. Se você tiver que trabalhar, trabalha dentro da faculdade.”

Sobre a qualidade do ensino, ela confessa que achou bastante similar ao do Brasil e que não teve nenhum professor excepcional ou ruim. Com o seu orientador na universidade americana, ela descobriu que já tinha feito quase todas as disciplinas de Engenharia do curso (mesmo estando no 5º período no Brasil), então aproveitou para cursar disciplinas diferentes.

Ao infinito e além!

Nina nos conta que no Ciência Sem Fronteiras é preciso fazer um período de estágio nas férias escolares. Ela conseguiu uma vaga no programa de estágios de verão da NASA, no Alabama“Foi muito da hora!”

nasa-2Foto da equipe com que Nina trabalhou no projeto da NASA. Faziam parte da equipe alguns brasileiros além do time fixo do projeto. Arquivo pessoal.

 

O estágio durou três meses, e Nina garante que não foi fácil conseguir. “Lá eles têm um programa aeroespacial muito forte, eles têm curso disso. Já pensam nisso desde o colégio.” – 

 

Na NASA, Nina trabalhava com controle de qualidade dos “cube sets”, cubos construídos para serem enviados ao espaço nos foguetes da agência espacial. Os cubos, projetados por alunos de colégio e de graduação, eram utilizados para fazer testes, medir informações ou tirar fotografias. A ideia era que os estudantes conseguissem projetar algo que efetivamente funcionasse no espaço.

2Barbecue na casa da professora orientadora do projeto da NASA com Nina e os colega brasileiros que participaram do projeto. Arquivo pessoal.

3Na imagem, um dos cubos com os quais Nina trabalhou, o AubieSAT 1, desenvolvido pelo departamento de engenharia aeroespacial da Auburn University. Arquivo pessoal.

Com essa incrível experiência de morar fora e com o estágio na NASA, Nina já voltou para o Brasil com um estágio garantido na Microsoft e com muitos contatos profissionais.

De volta pra casa

Ela nos conta que, apesar de ter cursado três semestres nos Estados Unidos, voltou para o Brasil com o curso atrasado, porque não pôde fazer tantas disciplinas lá quanto fazia no Rio. Ela conseguiu aproveitamento de 31 crédito das 8 disciplinas que cursou fora, mas ainda tem um longo caminho até terminar a faculdade aqui no Brasil.

Já no Rio, a decisão de morar sozinha teve muito a ver com a experiência no intercâmbio, mas também pela maior facilidade de deslocamento na cidade, já que agora Nina mora bem mais perto do trabalho e da faculdade.

 

Na Microsoft, ela trabalha com um projeto vinculado às Olimpíadas, já que a empresa desenvolveu o site em que ficam as apurações dos resultados. – 

 

Além do estágio, Nina também faz trabalho voluntário na ABEPRO (Associação Brasileira de Engenharia de Produção) Jovem, onde é responsável pela comunicação dos estudantes com o mercado do engenheiro de produção formado.

6Nina volta às aulas na La Salle, universidade onde estuda aqui no Brasil. Arquivo pessoal.

A volta para o Brasil foi cheia de mudanças, novos desafios e uma rotina super corrida. Nina conta que, apesar de não ser uma aluna nota 10, sempre foi muito bem na faculdade. Com a vida corrida, ela começou a ter dificuldade para acompanhar os conteúdos da faculdade, por cansaço ou por faltar a aula.

Ela decidiu estudar com a gente nesse período e conta: “O Me Salva! entrou pra salvar a minha vida”. Para Nina, apesar de não substituir as aulas da faculdade, o Me Salva! ajuda quando ela está muito cansada, pouco focada ou tem alguma dúvida.

 

Eu assisto um vídeo e entendo, porque é como se eu estivesse em uma aula com o meu professor.”

 

E aí, curtiu conhecer a experiência da Nina? Esperamos que ela tenha te inspirado a continuar focado(a) nos estudos e a sonhar alto! Conheça mais mestres, como a Nina, na nossa Série dos Mestres e mais experiências de intercâmbio em países diferentes aqui. Até a próxima! 😉