Um dos maiores desafios de quem decide estudar online é encontrar o seu jeito de aprender – e fazer com que ele não seja um sofrimento, né?! Isso, inclusive, causa um certo medo em muitos estudantes: diferentemente do cursinho presencial, você tem total liberdade para fazer os seus horários, sem nem a mínima obrigação de pelo menos ir até aula. E como resolver isso? Como criar regras para si mesmo e seguir uma rotina de estudos?

Conversando com o Gabriel Prado Aguiar, percebemos que ele é um exemplo de independência nos estudos. Estudar um ano, só com o Me Salva!, e passar em Engenharia Civil na UFRGS pelo SISU – com uma nota de 714 e incríveis 960 na redação! – não é para qualquer um.

Os desafios

O grande desafio do Gabriel no ano de estudo foi manter o foco – especialmente por ele ter estudado enquanto estava no ensino médio. Assim, seu maior medo ao começar a estudar com o Me Salva! era bem claro: perder o compromisso com o cursinho:

O segredo para mim é ter o foco para se ‘levantar de novo e voltar com mais vontade e dedicação aos estudos’. Estudei enquanto estava no ensino médio, então sei o que é escolher entre estudar para uma prova ou para o Enem. É angustiante, mas compensa.

A dinâmica das aulas do Me Salva! e a descontração dos professores foram essenciais também:

Me ajudou muito porque as aulas não são rígidas como algumas que eu estudei presencialmente; pelo contrário, eles fazem de tudo para ela ser descontraída e fluida.

O desafio é diário. Decidir estudar ao invés de ver a novela ou jogar videogame não é nada fácil e, por isso, poder acessar as aulas e estudar em qualquer lugar e momento foi um diferencial do online para ele:

O curioso é que eu praticamente só estudei no ônibus, lendo as apostilas do Me Salva!

O jeito Gabriel de aprender

O segredo dele foi adaptar o cursinho online para ele, não o contrário. Sempre que possível estudar um pouco, ler uma apostila, assistir uma aula – enfim, utilizar as vantagens da liberdade de fazer seus próprios horários.

O jeito favorito do Gabriel estudar era lendo, ele adorou as apostilas:

Eu gostei mais das apostilas, porque elas não te dão só as fórmulas ou uma explicação mais difícil que o Enem; dá uma situação-problema ou história e, como um livro, o aprendizado vem com o decorrer da leitura. No fim da apostila, tu sente que leu uma história, e que agora tu sabe, por exemplo, que existe entalpia de formação, de combustão…

Algo que ele teve que aceitar foram as diferenças de matérias e, consequentemente, de estudo. Matemática vai ter muito cálculo, Português vai ter textão. A diferença está em como se lida com isso: vai deixar de estudar por causa disso, ou estudar exatamente por isso? Inclusive, ele fez uma metáfora muito legal sobre a divisão dos estudos:

Imagine as disciplinas como elementos do mundo de Avatar (o desenho): cada elemento que o Avatar aprendia, ele entendia o seu funcionamento e, por isso, se adaptava para dominar melhor o aprendizado. E assim é com as matérias: cada disciplina tem seu melhor jeito de estudos, não dá para estudar do mesmo jeito em matemática e em português.

E a dica dele, depois de um ano de estudo, para você:

Sinceramente, pare de ver vídeos de como estudar corretamente: não existe jeito certo. O certo é você estudar. Saiba que nem todas matérias de todas as disciplinas vai ser possível entender. Estudar é, também, uma atitude frequente. Tu não estás sozinho, e não passar na faculdade esse ano não é o fim do mundo: é só mais uma queda que tu vais precisar levantar. Que tal tentar andar com os joelhos um pouco ralados?