O Dia Nacional do Livro é comemorado em 29 de outubro, em homenagem à fundação da Biblioteca Nacional do Brasil em 1810, no Rio de Janeiro. Considerada pela UNESCO uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo (uau!), é a maior biblioteca da América Latina. –

 

Comemorando a importância dessa data, a gente conversou com alguns professores pra saber quais eram os seus livros favoritos. Não perde! 😉

Literatura é conhecimento

A Sophie Maillard von Eye, nossa professora de Biologia, tem 30 anos e nos conta que os livros do Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle, e As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley, foram os que moldaram seus tempos de escola.

Ela nos deu duas dicas de leitura, que são seus livros prediletos (e têm tudo a ver com a sua escolha profissional): Vinte Mil Léguas Submarinas, de Julio Verne, e O Naturalista, autobiografia do Edward O. Wilson.

sophieSophie toda faceira com seus exemplares de As Brumas de Avalon e Viagem ao Centro da Terra. Arquivo pessoal.

Sobre Vinte Mil Léguas Submarinas, ela conta:

É um livro que tu não consegue parar de ler! O autor traz conhecimentos da época sobre Biologia, Geologia e Geografia. Imagina poder entrar em um submarino e viajar por todos os oceanos e ver todos os tipos de animais!! Maravilhoso! A descrição do que acontece não é chata e a imaginação vai longe nas aventuras do Capitão Nemo!”.

 

Sophie leu O Naturalista no meio da graduação; o autor é um grande pesquisador e responsável por algumas teorias importantes. “Ao contrário do que parece, o livro é superleve e narra a história do autor no descobrimento dele de algumas teorias”, diz ela.

Novas formas de perceber o mundo

Responsável pelas aulas de Artes Visuais, Marcelo Eugenio tem 31 anos e conta que no Ensino Médio leu “com grande estranhamento e fascínio” A paixão segundo G.H., de Clarice Lispector.

Não diria que ele me “moldou”, mas acredito que aquele contato inicial com um livro tão diferente daqueles que eu estava habituado foi fundamental para que fossem despertadas, em mim, novas formas de perceber o mundo. Sou leitor da Clarice Lispector até hoje.”

 

marcelookMarcelo (no centro) com estudantes de graduação em Administração em uma oficina de introdução ao desenho. Arquivo pessoal.

Ele recomenda a leitura de Orlando: uma biografia, de Virgínia Woolf. “Neste livro, é como se cada frase fosse elaborada com o mesmo cuidado com o qual se lapida uma pedra preciosa.”

Vontade de esquecer para reler

Arthur Lobato tem 21 anos e é nosso professor de Matemática, Física e Engenharia. Ele conta que curtiu muito ler Tortilla Flat, de John Steinbeck, durante o Ensino Médio.

É um livro fantástico. Mostra de certa maneira a vida que quase todo mundo gostaria de ter: rodeado de amigos, problemas banais e engraçados e de uma vida sem grandes responsabilidades, sempre regada a muito vinho.”

 

arthurArthur, nosso craque das exatas, com um livro de cálculo. Arquivo pessoal.

Sua recomendação de leitura é (o clássico!) Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marquez. “Ele te leva para outra dimensão e no final tudo que você quer é esquecer o livro para poder ler de novo e se surpreender com a história.”

No mundo da fantasia

Aline Käfer, nossa professora de Sistemas de Controle, tem 24 anos e nos conta quais foram os livros e autores que marcaram os seus anos de escola: as obras de Dan Brown, Machado de Assis e a série Harry Potter.

alineokAline, nossa professora de Sistemas de Controle, super fã de Harry Potter. Arquivo pessoal.

Fã de fantasia, ela recomenda a leitura dos livros de Harry Potter, de J. K. Rowling e explica porquê:

A história é totalmente fictícia, mas é tão bem escrita e fundamentada que a gente entra do mundo da magia. Ao contrário de muitas histórias, os personagens principais são cheios de defeitos, fazem burradas e ficam emburrados e, como todos na vida real, sempre têm muito a aprender. Além disso, as histórias têm muitas lições de vida, que fazem a gente pensar se realmente não existe essa magia – mas de uma maneira diferente, que não sabemos usar”.

 

Distopias para (re)pensar o mundo

Responsável pelas aulas de Redação, Caroline Becker, de 29 anos, conta que Dom Casmurro, de Machado de Assis, foi o livro que a moldou na escola. Ela recomenda a leitura de distopias (suas paixões literárias):

Pra começar, 1984, de George Orwell. Depois, dando um pulo no tempo, a trilogia de Margaret Atwood – pelo menos o primeiro, Oryx e Crake”.

 

carolCarol, com suas cópias de 1983 e Oryx e Crake: distopias para repensar o mundo. Arquivo pessoal.

Saiba um pouco mais sobre o que nossos professores andaram lendo e pretendem ler em breve 📚

Qual foi o último livro que você leu?

Sophie: Reli o Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams.

Marcelo: A Romana, de Alberto Moravia.

Arthur: O poder do pensamento matemático: a ciência de como não estar errado, de Jordan Ellenberg.

Aline: A Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard.

Carol: O círculo, de Dave Eggers.

 

E qual será o próximo?

Sophie: Drácula, de Bram Stocker.

Marcelo: Tu não te moves de ti, de Hilda Hilst.

Arthur: Pretendo reler Tortilla Flat.

Aline: Não sei, tenho várias intenções, mas nada muito concreto no momento. Gostaria de terminar a série da Rainha Vermelha, mas o segundo livro não tem me prendido muito.

Carol: Vozes de Tchernobyl, de Svetlana Aleksievith.

Curtiu nossas dicas de leitura? É incrível como a gente pode gostar – e aprender com – leituras tão diferentes. Nos conta nos comentários qual é seu livro favorito, aquele que marcou a sua vida. Até a próxima! 📘