Palpitação, suor, tremedeira. Com o ENEM e o vestibular se aproximando, essas sensações estão tirando o seu sono? Não se desespere, a gente entende e vai te ajudar! o/

No post de estreia do Divã do Me Salva! – série especial pra acalmar os corações e as mentes da galera – vamos falar sobre o nervosismo que antecede o período de provas. Você vai acompanhar o relato de superação da estudante Cheila, além de conhecer a palavra amiga do nosso querido profe, Rafa Ortiz e dicas preciosas da especialista Alessandra pra encarar essa fase. Vambora!

Vivendo e aprendendo

A Cheila Carine Seibert conta que, em 2015, fez tudo que não deveria fazer. “Eu me sobrecarreguei. Chegava a dormir apenas quatro horas por dia, era muito exaustivo! Além disso, nas duas semanas anteriores à prova, me esforcei demais, tentei estudar o que deveria ter feito em meses.”


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Após detectar esses erros, eu aprendi o que não fazer.”

 

A estudante de 18 anos nascida em Agudo, interior do Rio Grande do Sul, confessa que tem problemas com a questão do tempo. “No ENEM do ano passado, consegui responder apenas 2/3 das questões. Não me preparei psicologicamente e isso foi muito angustiante!”, conta, explicando que ainda está trabalhando essa dificuldade fazendo simulados.

Cheila percebeu que o exame não é esse monstro que parece. “O fato de não conhecer a prova pode ser o problema de muitas pessoas, assim como já foi o meu. Existem muitas questões que podem ser resolvidas com conhecimentos básicos, ou mesmo com o próprio conhecimento de mundo, e isso hoje me tranquiliza um pouco.”

 

Procuro pensar que a prova é apenas uma oportunidade de aplicar os conhecimentos que adquiri durante essa longa caminhada.”

 

cheilaCheila tem superado o nervosismo ao entender que a prova é apenas uma etapa da vida. Arquivo pessoal.

A gaúcha acredita que o autoconhecimento é essencial. “O primeiro passo é estabelecer um objetivo, saber por que e para que você vai investir tanto tempo da sua vida naquilo. Depois, é crucial detectar as disciplinas e/ou conteúdos que representam maior dificuldade e montar estratégias de estudo considerando, também, o peso das notas para a universidade desejada.”

Fala, profe!

O Rafa Ortiz, nosso profe de Engenharia, aconselha que, pra espantar o nervosismo, você estude técnicas de controle dos movimentos por meio da respiração. “O nervosismo está presente em todos os grandes desafios que enfrentamos ao longo da vida. A grande questão é aprender a controlar a situação, mental e fisicamente.”

 

Aprenda a tomar as rédeas da situação!”

 

Segundo o Rafa, o cérebro acaba fazendo com que o nosso corpo perca o controle de alguns aspectos, o que ocasiona falha na voz, pernas trêmulas e o famoso “branco”. Como contornar isso? “A respiração é o primeiro passo! Aprender a controlar os batimentos cardíacos através da respiração ajuda a acalmar os ânimos. O resto é força psicológica.” 😉

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Palavra de especialista

A pedagoga do Núcleo de Apoio ao Estudante (NAE) e do Serviço de Orientação Profissional (SOP), ambos órgãos da UFRGS, Alessandra Blando, afirma que esta é apenas uma etapa na vida do estudante e que ele não deve se apavorar.

“A organização dos estudos é um passo fundamental. Muitos estudantes cometem o erro, lá no início do ano, de achar que ainda têm muito tempo para estudar e acabam na procrastinação. O acúmulo de conteúdo é o que vai causar nervosismo e ansiedade.”

Sobre a gestão do tempo, Alessandra tem desenvolvido trabalhos com estudantes para otimizar a estratégia de acordo com o perfil de cada um. “Hoje, muitos cursinhos estipulam uma agenda de estudos que não é realista e, ao não conseguir dar conta, o jovem se sente ainda mais frustrado.”

 

Se você se preparou e estudou, vai se sentir mais seguro e espantar o nervosismo.”

 

A pedagoga diz que a gestão do tempo de estudo deve ser de acordo com o sistema que mais funciona pra você. Por exemplo: o turno que você mais rende. E cuidado: não vá estudar só aquilo que você gosta. “Conheça-se para saber em quais disciplinas você tem mais dificuldade e saiba delimitar com precisão os conteúdos que vai estudar.”

E claro, aquelas dicas básicas e conhecidas, mas que nunca é demais repetir: “Durma bem, conheça o caminho do local do exame, não mude sua alimentação e, durante a prova, levante, respire, se alongue e se hidrate”, aconselha a especialista.

Dando a volta por cima!

Saca só as dicas que deram certo pra Cheila:

  • Conheça sua forma de aprender. Isso só se descobre praticando;
  • Dedique um tempo especial para estudar as disciplinas e conteúdos que você tem mais dificuldade;
  • Veja a hora de estudo como uma oportunidade e não uma obrigação. Isso faz toda diferença!
  • Inspire-se! Na redação, a Cheila busca associar sua escrita a autores e filósofos com quem se identifica, além de adotar uma postura crítica em relação aos temas abordados;
  • Seja autocrítico(a). Os acertos e tropeços servem de motivação para continuar a estudar e a escrever;
  • Desenvolva seu senso crítico. “Destaco a filósofa, escritora e professora Marcia Tiburi, e a jornalista, escritora e documentarista Eliane Brum. A leitura dos artigos de ambas teve imensa contribuição para a minha fuga do senso comum”, conta Cheila;
  • Desconfie. Confiança em excesso pode ser um tiro no pé. Ter um pouco de receio deixa você mais atento(a) aos detalhes;
  • Conheça-se e conheça a prova. Escreva muitas redações e faça muitos simulados. Não espere o momento do exame para descobrir como o seu corpo e o psicológico irão reagir;
  • Descanse! Na semana que antecede a prova, procure dormir bem, relaxar e ter atividades de lazer.

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Estudar obcecadamente nesse período não irá fazer você passar, mas pode resultar no contrário, como aconteceu comigo. Nessa semana, cultive momentos de leveza e procure levar esse sentimento para a prova!”

 

Muito legal o relato da Cheila, né? Você se identificou? Conta aí pra gente nos comentários 🙂 E conheça o Divã do Me Salva! que tivemos com a Bia. Pode te ajudar a encarar esse momento tão importante. Até! 😉