Você já ouviu falar no MEJ (Movimento Empresa Júnior)? A sigla é pequena, mas a ambição é grande: preparar universitários para empreender. Através da vivência empresarial durante a graduação, o MEJ foca no aperfeiçoamento de habilidades como liderança, comunicação e trabalho em equipe.

 

– Participando do MEJ, os estudantes passam a integrar uma empresa júnior, onde exercem um papel de gestão. As empresas juniores proporcionam aos estudantes conhecer na prática a área que estudam através da prestação de consultorias à micro e pequenas empresas. Já pensou que legal ter uma experiência dessas já na faculdade? –

 

Mas a missão do MEJ vai além de empreender: “O Nosso compromisso é com o nosso país”. O movimento acredita na construção de um país mais empreendedor, competitivo, com melhores empresas, governos e universidades. Um Brasil mais ético, mais educador e colaborativo, com a formação de líderes que empreenderão uma mudança no país.

Entre os valores e princípios que guiam as ações do movimento, estão o compromisso com resultados, a postura empreendedora, a sinergia e cooperação entre diferentes empresas juniores, a transparência e o orgulho de fazer parte do movimento.

Ter coragem de sonhar e a ousadia de agir.”

 

A necessidade de se integrar ao mercado

A proposta surgiu na França em 1967, na Escola Superior de Ciências Econômicas e Comerciais, a partir da necessidade dos alunos de, além da teoria, conhecer as ferramentas utilizadas no mercado de trabalho. Uma associação de estudantes que colocaria em prática os conhecimentos acadêmicos com clientes do mercado foi fundada e a ideia se espalhou entre diversas universidades.

mejO ciclo de impacto do Movimento Empresa Júnior: Brasil Júnior.

 

– A estimativa é que, no Brasil, mais de 11 mil estudantes de graduação participem do MEJ, executando quase 3 mil projetos ao ano em mais de 300 empresas juniores por todo o país. –

 

Como funciona?

Uma empresa júnior é formada exclusivamente por estudantes de graduação, que precisam apresentar ideias, gerenciar todos os projetos e procedimentos de uma empresa de verdade. Uma oportunidade única para você sentir na pele as responsabilidades de dirigir um negócio na vida real.

 

Como não tem fins lucrativos, a empresa júnior cobra valores inferiores aos do mercado pelo seu serviço. Todo dinheiro arrecadado é reinvestido na manutenção da sede da empresa e capacitação dos membros. – 

 

O Conceito Nacional de Empresas Juniores (CNEJ), define que as empresas juniores devem ser formadas por estudantes matriculados em cursos de graduação em instituições de ensino superior, com a finalidade de realizar projetos e serviços que contribuam para formar profissionais comprometidos com os valores do MEJ.

Obrigatoriamente, toda a empresa júnior deve estar ligada a pelo menos uma instituição de ensino superior e a pelo menos um curso de graduação (ou seja, vários cursos diferentes podem fazer parte do mesmo projeto).

Os projetos realizados pela empresa devem:

  • Estar vinculados ao conteúdo programático do(s) curso(s) de graduação a que ela for vinculada; ou
  • Ser fruto de competências ou qualificações decorrentes do conteúdo programático do(s) curso(s) de graduação a que ela for vinculada; ou
  • Ser atribuições da categoria de profissionais, determinados por lei regulamentadora das categorias profissionais, à qual os alunos de graduação do(s) curso(s) de graduação a que ela for vinculada fizerem parte.

 

A Brasil Júnior (Confederação Brasileira de Empresas Juniores) é o órgão que representa o movimento no âmbito nacional, acompanhando de perto o progresso das empresas. – 

 

Além disso, com encontros estaduais e nacionais, o movimento permite a integração e o networking, importantes para a inserção dos jovens empreendedores no mercado de trabalho.

1Participar de uma empresa júnior pode ser sua chance de ter a experiência de gerenciar uma empresa durante a faculdade. Foto: pexels.com.

Como participar?

Para criar sua empresa júnior, a confederação propõe 5 passos:

  1. Consiga pessoas interessadas em ajudar;
  2. Pense o que a Empresa Júnior vai fazer e realize benchmarks (processo de avaliação da empresa em relação à concorrência, incorporando os melhores desempenhos de outras firmas e/ou aperfeiçoando os seus próprios métodos);
  3. Entre em contato com sua Instituição de Ensino Superior;
  4. Consiga um espaço físico;
  5. Regularize sua empresa júnior.

 

Você não precisa abrir uma empresa júnior para participar. Entre em contato com a sua universidade para descobrir quais já existentes! As empresas juniores fazem processos seletivos periodicamente e você pode se candidatar. – 

 

Por dentro de uma empresa júnior

Conversamos com Caio Sant’Anna, que trabalha na área financeira aqui do Me Salva! e participou do MEJ. Ele nos conta um pouco sobre sua experiência participando do movimento:

 

Eu fui membro da PS Júnior, que é a empresa da Administração da UFRGS, por 2 anos. Na PS eu tive a oportunidade de ser consultor, gerente de projetos, diretor administrativo financeiro e diretor comercial, além de organizar, como coordenador geral, um dos encontros gaúchos de empresários juniores em 2014”.

 

Além de atuar dentro da PS Júnior, Caio foi membro da Federação das Empresas Juniores do Estado do Rio Grande do Sul (FEJERS) por mais um ano, como diretor de comunicação.

Sobre o Movimento Empresa Júnior, ele nos conta que o grande objetivo é mais do que formar empreendedores – no sentido de pessoas que começam novos negócios. Segundo Caio, o que o movimento entende por empreendedor é uma pessoa que não se conforma, que tenta entender o porquê das coisas e com bom faro para oportunidades.

 

Pode ser criando um novo negócio, desenvolvendo alguma ideia, alguma área, algum projeto novo dentro de uma empresa. O empreendedor pode estar em qualquer lugar”.

 

Para Caio, a participação no movimento foi fundamental para seu desenvolvimento: “Eu sempre digo que o MEJ, a PS Júnior e a FEJERS, foram, como um todo, se não a melhor, uma das melhores experiências que eu tive no meu tempo de faculdade e também na minha vida. A experiência de passar pelo MEJ me ajudou a me desenvolver não só como profissional, mas como pessoa também”.

Ele aponta o que considera uma das grandes sacadas de uma empresa júnior: colocar teorias que você aprende na faculdade na prática e também aprender coisas que você nem imaginava, especialmente se estiver no começo do curso.

“Eu recomendo muito para as pessoas procurar descobrir se existem empresas juniores nas suas faculdades, e se não existem, se informar para saber como criar uma. O desafio grande pelo qual eu passei foi conseguir fazer uma gestão e liderar uma equipe de mais de 30, 40 pessoas, para conseguir atingir um resultado na minha primeira experiência como líder de organização. É muito gratificante, tu aprende muito e é uma grande oportunidade”.

 

Saiba mais sobre o passo a passo da criação de uma empresa júnior aqui. – 

 

Curtiu a ideia de se tornar um(a) empreendedor(a)? Conte nos comentários o que você achou! E se quiser, conheça mais sobre o MEJ no site oficial,  no Youtube e no Facebook. Até mais! 😉