Nem todo mundo viaja nas férias, certo? Tem gente que trabalha, que estagia, que está na faculdade. Às vezes falta grana, talvez falte tempo, mas sempre é possível ir a outros lugares mesmo sem sair de casa.

Que tal conhecer o mundo a partir do conforto do seu quarto?

 

A gente preparou uma lista de livros para você ler nas férias que vão fazer você viajar pelos quatro cantos do mundo, pelos diferentes tempos e pensamentos da humanidade e até pela Galáxia. Vem com a gente! –

 

O Grande Mentecapto – uma viagem pelo interior do Brasil

Publicado em 1979, O Grande Mentecapto, de Fernando Sabino, narra a história de Geraldo Viramundo, um tipo de Dom Quixote brasileiro que percorre o interior de Minas Gerais.

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A história começa na infância de Geraldo e se desenvolve a partir de uma aposta que o menino faz com os amigos – se ele seria capaz de fazer parar um trem que passa por sua cidade – e suas consequências. Leve, divertida e emocionante, a história mostra como a vida pode nos surpreender quando menos esperamos.

A louca da casa – uma viagem pelos grandes autores da literatura

Obra da jornalista e filósofa espanhola Rosa Monteiro foi publicada em 2003. A Louca da Casa faz uma jornada sobre as dificuldade de ser um escritor, permeada de histórias pitorescas e dados sobre a vida da própria autora – que já escreveu mais de 27 livros – e de grandes autores clássicos da literatura internacional como Goethe, Balzac, Wilde, Dostoievski, Tolstoi, Twain, Voltaire e Truman Capote.

 

Para quem curte escrever e gosta de aprender sobre literatura, o livro é um prato cheio. – 

 

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A autobiografia de Alice B. Toklas – uma viagem pelo mundo das artes

Alice B. Toklas foi uma escritora americana que fazia parte da vanguarda parisiense do início do século XX e companheira de toda uma vida da escritora Gertrude Stein. Nascida em São Francisco em 1877, conheceu Gertrude Stein no dia em que se mudou para Paris, em 1907.

Juntas elas organizaram um salão literário que atraiu diversos escritores americanos como Hemingway e pintores de Vanguarda como Picasso e Matisse. Ambas viviam em meio ao mundo das artes, em contato direto com os grandes nomes da época.

 

Alice foi confidente, amante, secretária, musa, editora e crítica de Stein, sendo uma forte figura vivendo a sua sombra até a publicação, em 1933, de A autobiografia de Alice B. Toklas – ironicamente, escrita por Gertrude Stein. –

 

Uma viagem pela intimidade, pelos tormentos, processos criativos de Alice B. Toklas e pela história da arte e dos grandes artistas que romperam o convencionalismo de sua época.

a_autobiografia_de_alice_b_toklasAs Brumas de Avalon – uma viagem pela lenda do Rei Artur pela perspectiva feminina

Publicada em 1979 pela americana Marion Zimmer Bradley, é dividida em quatro volumes. A história trata da lenda do Rei Artur e seus cavaleiros da Távola Redonda a partir do ponto de vista das personagens femininas, o que acabou por modificar todo o universo mítico da trama.

O romance percorre cerca de 70 anos na vida das personagens, trazendo elementos do paganismo e das mulheres – até então ignorados – na formação da Bretanha. A homossexualidade, tanto feminina quanto masculina, também é superficialmente acordada na obra nas relações entre alguns personagens.

as-brumas-de-avalon-coleco-4-livros-marion-zimmer-bradley-22592-mlb20232600492_012015-fUma boa chance para rever a lenda tradicional do Rei Artur através de outro olhar!

Guia do Mochileiro das Galáxias – uma cômica viagem pelo espaço

Criado inicialmente em 1978 como um programa de rádio por Douglas Adams – que também era roteirista do Monty Python – é uma ficção científica cômica. O título se refere a um fictício e bizarro dicionário criado por alienígenas com verbetes sobre todo o universo, planetas e civilizações. A terra é definida como: “Praticamente inofensiva”.

A história narra as aventuras de Arthur Dent, um inglês muito mal afortunado, seu amigo Ford Prefect, um alienígena que coleta informações turísticas para o famoso Guia, um robô paranoico, e Trillian, uma humana, percorrendo a galáxia numa série de mal-entendidos.

Cheia de piadas típicas do ácido humor britânico, a história é divertida sem perder um cunho político, com piadas e referência sobre a Terra e o comportamento humano.

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Ana Karenina – uma viagem pela Rússia Czarista

Romance do escritor russo Liev Tolstói, foi publicado em 1877. É uma das mais importantes obras do realismo literário: foi considerada por William Faulkner “o melhor romance já escrito” e por Fiódor Dostoiévski “impecável como obra de arte”.

 

A trama narra a história e as consequências de um caso extraconjugal da personagem título, permeada pelo ambiente da aristocracia da Rússia Czarista. Ana, apesar de ter tudo – juventude, riqueza, beleza e um filho amado – se sente vazia. – 

 

Crítica aos excessos dessa aristocracia, que tem tudo e vive entediada, a obra traz o trabalho no campo e a vida nos mujiques como contraponto, uma vida simples e com propósito. Extremamente descritivo, o livro é uma aula de História.

anna-karenina1Uma obra maravilhosa para compreender as motivações latentes da Revolução Russa e pensar sobre a falta de direitos da mulher no período (com suas terríveis consequências).

1984 – uma viagem por uma distopia da vigilância

Um clássico do autor britânico George Orwell, é considerado um romance distópico e foi publicado em 1949. Ele retrata o dia a dia de um regime político totalitário e repressivo que se passaria no ano de 1984.

A obra ficou famosa por seu retrato da fiscalização e do controle do governo na vida de seus cidadãos e da invasão dos direitos individuais. O texto mostra como tal sociedade é capaz de reprimir qualquer um que se opuser a ela. –

 

Termos muito famosos hoje – como Big Brother – foram expressos pela primeira vez pelo autor. Uma ótima leitura para quem quer pensar sobre liberdade de pensamento e políticas de Estado.

1984-george-orwell-baixa1O homem que sabe – uma viagem pela Filosofia

Viviane Mosé é uma poetisa, filósofa, psicóloga e psicanalista brasileira. Durante 2005 e 2006, apresentou o quadro “Ser ou Não Ser” no Fantástico, onde trazia temas da filosofia em linguagem simples para o público.  

852001044x_a3Em O homem que sabe, ela continua buscando a popularização do saber filosófico, falando sobre o surgimento de uma nova consciência em oposição à racionalidade, responsável pelo surgimento de sociedades com altos graus de exclusão.

 

Caminhando pelas ideias de grandes filósofos como Kant, Espinosa, Foucault e Nietzsche, ela não busca “conversar com a tradição”, mas incutir no pensamento do dia a dia conceitos que considera fundamentais. –

 

E aí, curtiu nossas sugestões? Já leu algum desses livros? Nos conta o que você está lendo ou se recomenda alguma leitura? Não deixa de comentar! 😉