Conheça os “vestibulares” pelo mundo

By janeiro 22, 2016Conexão cultural

Você sabia que o vestibular foi criado no Brasil em 1911 e que na época os estudantes chegavam a fazer provas orais, além das escritas?

Atualmente, você deve conhecer bem como é o ingresso nas universidades brasileiras, mas e no exterior, você sabe como funciona? Buscamos saber mais sobre alguns processos de seleção ao redor do mundo, confere abaixo:

Nos Estados Unidos, a dedicação do estudante deve começar bem cedo, bem no início do ensino médio. A preparação conta com várias etapas, como:

  • Desempenho no SAT (Scholastic Assessment Test ou Teste de Avaliação Escolar) – é um exame nacional norte-americano semelhante ao ENEM. Ele é composto por provas de interpretação de texto, matemática e redação. As universidades não exigem uma nota mínima, já que também é levado em conta o raciocínio lógico e rápido, como um tempo “x” para responder as questões, por exemplo.
  • Ensino médio com desempenho satisfatório.
  • Cartas de recomendação escritas por um professor/coordenador do estudante e de alguém que seja próximo a ele, podendo não estar ligado à sua vida escolar.
  • Atividades extracurriculares são bem relevantes, já que os americanos valorizam perfis participativos, que possam enriquecer o ambiente acadêmico.
  • Para conhecer mais o candidato e selecionar os perfis, as universidades também fazem entrevistas e exigem uma redação pessoal do estudante, onde ele precisa falar sobre os seus sonhos e objetivos de vida.

Na Europa não é muito diferente. O histórico escolar é importante, mas a prática de exercícios físicos e trabalhos voluntários, por exemplo, são fundamentais para o ingresso. Na Alemanha, os estudantes precisam passar por um exame chamado Abitur – também utilizado na Finlândia, o qual exige uma parte escrita e oral. Este processo é feito pelos alunos depois de doze ou treze anos de estudo e é equivalente ao nosso ENEM.

Já na Argentina, não existe vestibular para entrar nas universidades públicas. Eles acreditam que o ingresso ao ensino deve se irrestrito, sem que hajam mecanismos de exclusão do candidato, como provas ou limite de vagas.

O Japão pede um teste de conhecimentos gerais, redação, entrevista pessoal com a universidade, além de alguns exames médicos em dia. Em 2015, o ministro da Educação, Hakuban Shimomura, pediu que as universidades cancelassem os cursos de ciências sociais e humanas – incluindo direito e economia, com o intuito de implementar uma educação que se antecipe às necessidades da sociedade do país.

Como você pode ver, o Brasil é um dos poucos países em que a nota do vestibular/ENEM é a única coisa para a sua aprovação em uma universidade.

Conhece ou já participou de algum processo seletivo no exterior? Conte pra gente nos comentários, aqui embaixo 🙂