Depois da Copa do Mundo de 2014, a rivalidade no futebol entre Brasil e Colômbia se acirrou demais, isso a gente sabe. Que a Shakira é maravilhosa, isso a gente também sabe faz tempo! 

 

A Colômbia tem muito mais a oferecer. Conheça como foi o intercâmbio da Bruna em Bogotá e descubra mais sobre o país! 🙂 – 

 

A Colômbia é um país originalmente habitado por indígenas e, assim como o Brasil, é repleto de misturas o que o torna um lugar com muita diversidade cultural.

Mas não foi só essa diversidade que inspirou a porto-alegrense Bruna Waechter a fazer as malas. Há mais de um ano, ela faz parte da AIESEC, uma agência que promove intercâmbios sociais e profissionais.

3Inspirada pelo trabalho que realiza, Bruna partiu para o intercâmbio em Bogotá. Arquivo pessoal.

“Eu já havia conhecido muitos colombianos através do meu trabalho da AIESEC. Minha visão da Colômbia, antes preconceituosa, havia mudado para uma empatia muito grande pelas pessoas que eu conhecia, além de curiosidade pelas histórias que me contavam”, diz.

Só vai!

Se tem um conselho que a estudante de Engenharia de Alimentos oferece, é esse: vai! “Não precisa ser tão longe, não precisa ser complexo. Te desafia. E não te limita. Só vai, sério!” E foi exatamente isso que ela fez, se desafiou.

 

Durante o intercâmbio, Bruna trabalhou ensinando Inglês em uma escola com método de ensino alternativo e em uma fundação que beneficia comunidades carentes. –

 

“Pela manhã eu trabalhava na escola com crianças de 5 e 9 anos e, de tarde, na comunidade, onde dava aulas para pessoas de todas as idades (desde 6 anos, até uns 70!)”, conta.

4Bruna dava aulas de Inglês para crianças. Arquivo pessoal.

A acomodação no local do estágio era fornecida pela agência e Bruna também recebia uma refeição. Custos com passagem aérea, seguro saúde, alimentação e sistema de transporte foram por conta dela. Mesmo com tudo organizado, no entanto, houve momentos em que ela pensou em desistir.

“As minhas aulas nem sempre davam certo… me senti muito frustrada e com vontade de parar com a experiência. Nem sempre eu conseguia manter a atenção das crianças, perceber que elas tinham de fato aprendido e que tinham se divertido fazendo isso”, afirma a estudante.

Mas, ela não desistiu! E todo dia chegava em casa com a missão de melhorar as aulas do dia seguinte. Bruna voltava ao caderninho em que havia escrito todas as coisas que desejava desenvolver no intercâmbio e as experiências pelas quais queria passar. “Sabia que ali essa experiência era uma vez na vida só. Então me forçava a baixar a cabeça e focar no próximo dia e em como eu poderia fazê-lo mais especial do que o de hoje.”

6Bruna conheceu muita gente durante o intercâmbio em Bogotá. Arquivo pessoal.

Vá de bike!

Durante a viagem, a intercambista conheceu muitas pessoas, além de colombianos. Em um domingo, ela foi fazer um tour de bicicleta por Bogotá com duas holandesas e também pôde perceber a diferença cultural: “Eu não andava de bicicleta fazia meses! E na Holanda esse é o principal meio de transporte. Foi interessante ver que nesse passeio quase não havia pessoas da América Latina, mas muitos europeus”.

2A intercambista em uma passeio de bike com amigas holandesas. Arquivo pessoal.

O passeio foi longo e Bruna, mesmo se sentindo preparada, acabou ficando sem fôlego! “Dizem que, por ter elevada altitude, em Bogotá os turistas podem ficar cansados mais rápidos. Mas eu já estava lá fazia três semanas e era realmente falta de preparo meu”, conta.

O desafio físico também não foi o único. No início, sem saber Espanhol, Bruna teve dificuldades de se comunicar. Mas, segundo ela, o sotaque colombiano é fácil de se entender. Na terceira semana ela já estava entendendo melhor.

 

Agora eu entendo quando as pessoas falam que nada melhor do que morar em um país diferente para, de fato, se aprender a língua.”

 

Transporte rápido e falta de lixeiras

Logo que chegou em Bogotá, Bruna lembra que ficou impressionada. De acordo com a estudante, a cidade é organizada, os colombianos são simpáticos e o sistema de transporte – chamado Transmilenio – permite que se chegue rápido ao destino, de forma barata.

“Foi impressionante como, em questão de dez anos, eles passaram de uma das cidades mais perigosas do mundo, com todos os conflitos de narcotráfico, para uma cidade muito mais segura que Porto Alegre, por exemplo”, afirma.

Por outro lado, a falta de lixeiras na cidade chamou a atenção: “Se eu quisesse colocar algo fora, tinha que guardar na bolsa e esperar chegar em casa para me desfazer”.

1A estudante aproveitou para conhecer diversos lugares da cidade. Arquivo pessoal.

Ela não se desfaz das lembranças de tudo que desenvolveu durante a viagem, já que fez muitas coisas pela primeira vez. Como trabalhar com crianças, morar em um país de língua espanhola, dar aulas…(e você, já imaginou fazer tudo isso longe de casa?).

Aos 24 anos, Bruna guarda a experiência com muito carinho. “Meu maior aprendizado foi autoconhecimento. Descobri novas situações que me deixam feliz, que me frustram, que me motivam, que me intimidam”, afirma. Se inspirou? Então, como diz Criolo, “vamos embora para Bogotá…”!

5“A gente vai pensando que vai causar um impacto positivo, mas o maior impacto que fica é em nós mesmos.” Arquivo pessoal.

Dicas, pra que te quero!

Dá uma espiada nas dicas que a Bruna nos deu:

  • Na viagem, faça o máximo de atividades;
  • Conheça muitas pessoas e lugares. É isso que vai enriquecer e potencializar o impacto do intercâmbio na sua vida;
  • O intercâmbio muda a forma de pensar, de agir, de priorizar atividades e de valorizar a vida!

Pilhado(a) para conhecer um país incrível da América Latina? Então, partiu! Quem sabe não é a Colômbia que trará experiências inesquecíveis para a sua vida?! A Série Intercâmbios não para por aqui. Até o próximo post! 👊