Precisando daquele empurrãozinho pra tomar coragem e iniciar um intercâmbio? Aqui na Série Intercâmbios você tem a chance de conhecer histórias de estudantes que se aventuraram pelo mundo em busca de muito aprendizado! Acompanhe como foi a experiência do Max na Hungria. 😉

Mesmo com poucas referências sobre o país, o estudante de Engenharia de Produção, Maximilianno Meneghini, tinha uma certeza: fazer um intercâmbio significava sair da zona de conforto.

Aos 23 anos, ele garante que uma das principais coisas que trouxe na mala de volta a Porto Alegre foi crescimento pessoal.

Oportunidade? Peguei!

Max viajou para a Hungria através do programa de bolsas do Ciência Sem Fronteiras, do Governo Federal. O projeto significou uma excelente oportunidade para manter contato com diferentes sistemas educacionais em relação à tecnologia e inovação.

4Max recebia bolsa-auxílio do Ciência Sem Fronteiras para se manter no país. Arquivo pessoal.

Durante o intercâmbio, o estudante cursou dois semestres de Technical Management na cidade de Dunaújváros – que segundo ele, era o curso mais próximo de Engenharia de Produção.

 

Busquei disciplinas que não constavam ou eram pouco abordadas no currículo do curso no Brasil. Ao final, participei de um programa de estágio supervisionado em uma companhia produtora de aço por dois meses.”

 

Além das aulas, Max conta que os coordenadores da Universidade e muitos alunos organizavam diversas excursões para cidades menores, com o intuito de apresentar melhor a cultura do país. Budapeste, a capital, também é próxima, o que facilitou os passeios. 😀

1O estudante aproveitava os passeios organizados pela Universidade para conhecer outras cidades. Arquivo pessoal.

Muita organização, poucos sorrisos

Segurança, sistema de saúde e métodos de ensino são coisas que chamaram a atenção do Max, pois tudo funcionava direitinho. Algo que é esperado, se tratando de Europa.

O transporte, apesar de alguns veículos estarem com a infraestrutura um pouco atrasada, funciona muito bem e é bastante pontual, explica o intercambista. Alimentação e opções de lazer também eram bem em conta. “Budapeste por si só é um ponto positivo, pois é um lugar simplesmente fantástico”, afirma 

 

Mas, se você está acostumado com a simpatia dos brasileiros, é bom se preparar para um ambiente pouco caloroso. –

 

“Há uma certa inflexibilidade por parte das pessoas. Alguns serviços simples, como garçom ou atendente de loja, por exemplo, eram simplesmente horríveis, por dificuldade de comunicação em alguns casos; e há a resistência de muitos habitantes por conta da proveniência estrangeira”, diz.

Se comunicar não era uma tarefa fácil. Para o Max, o idioma é bem complicado de aprender e os habitantes da cidade não faziam muita questão de facilitar.

“Eu não falo húngaro”, era a principal frase em húngaro que ele sabia! “Já em Budapeste, a grande maioria das pessoas fala inglês sem problemas, com exceção dos habitantes mais idosos”, conta. Pelo menos na faculdade, Max conta que a comunicação era mais fácil.

Põe cultura nisso!

A Hungria é um popular destino turístico europeu. Budapeste tornou-se uma das atrações turísticas mais populares da Europa Central na década de 1990. Os visitantes buscam desde os famosos banhos em águas termais até os tradicionais museus.

Além de tantos pontos turísticos, Max teve a oportunidade de conhecer pessoas de origens diferentes. Na universidade onde estudou, havia alunos de pelo menos 12 países com culturas completamente diversas.

 

Esse compartilhamento de opiniões e hábitos é uma das melhores oportunidades que um intercâmbio pode proporcionar.”

 

3A integração com pessoas de diversos países na faculdade foi um dos pontos positivos. Arquivo pessoal.

Além da integração com os colegas de faculdade, Max acredita que o mais importante (principalmente para os brasileiros) é a oportunidade de ver outra realidade, de como são as coisas na Europa e o porquê de as coisas funcionarem lá e não aqui.

Ele também aponta como principal aprendizado o fato de morar sozinho em um lugar com uma cultura diferente:

 

Depois de conseguir lidar com essas situações, percebemos que alguns problemas, que achávamos terríveis antes, já não tem tanta importância”, afirma.

 

2Para Max, fazer intercâmbio significava sair da zona de conforto. Arquivo pessoal.

Dicas, pra que te quero!

Dá uma olhadinha nas dicas do Max e aproveite o intercâmbio:

  • Não tenha medo;
  • Abandone a zona de conforto por um tempo;
  • Informe-se sobre os diversos tipos de intercâmbio;
  • Não perca a oportunidade, pois o momento é esse;
  • Para saber mais do Ciência Sem Fronteiras, que passou por mudanças recentemente, acesse o esse post ou diretamente o site do Ciência, aqui!

O mundo tá aí cheio de coisas interessantes para você explorar! Fique por dentro da Série Intercâmbios e descubra qual país é o melhor destino para você. Até mais!