Em coletiva realizada nesta terça-feira (01/11), o Ministério da Educação (MEC) anunciou que as datas das provas do Enem 2016 serão remarcadas para mais de 191,4 mil estudantes, dentre os 8,7 milhões de inscritos. O adiamento ocorre em virtude da ocupação de 304 escolas, institutos e universidades em todo o Brasil que estavam listadas como locais do exame.

Segundo o Inep, o adiamento não vai prejudicar a utilização dos resultados do Enem no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), no Programa Universidade para Todos (ProUni) e no Fundo de Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Para o restante dos inscritos – que tem como local de prova escolas que não estão na lista (abaixo) – a prova do Enem será aplicada normalmente neste final de semana, nos dias 5 e 6 de novembro.

Novas datas

As datas foram transferidas para 3 e 4 de dezembro, de acordo com o Inep. Os estudantes que farão as provas nas novas datas serão avisados por SMS, e-mail e divulgação nos sites e redes sociais do MEC e do Inep.

 

Confira AQUI a lista dos locais de prova que estão ocupados e que tiveram as datas remarcadas! – 

 

Atualização: O MEC informou que o Colégio de Aplicação, em Florianópolis, foi indicado equivocadamente na lista divulgada como um dos locais afetados pelo adiamento. O governo admitiu o erro e afirmou que o Enem será aplicado normalmente nessa escola nos dias 5 e 6 de novembro.

O governo informou, ainda, que uma nova lista será divulgada na sexta-feira (04/11) com possíveis acréscimos de locais que venham a ser ocupados até o final de semana.

Conteúdo

Na coletiva, a presidente do Inep, Maria Inês Fini, declarou que a nova prova do Enem já foi elaborada e que terá o mesmo nível de dificuldade, mas com questões diferentes. Ela afirmou ainda que nenhum estudante será prejudicado, tendo em vista o método de avaliação, a Teoria de Resposta ao Item (TRI).

Ocupações

Estudantes de todo o país têm ocupado os espaços das escolas como manifesto contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que limita os gastos do governo federal pelos próximos 20 anos, podendo repercutir nos investimentos em educação e saúde. Os manifestantes também criticam as alterações propostas para o Ensino Médio.

Os dois estados com mais ocupações são Paraná, com 74 locais ocupados e 41.168 alunos afetados, e Minas Gerais, com 59 locais e 42.671 alunos impactados. Não há ocupações nas escolas listadas do Acre, Amazonas, Amapá, Ceará, Rondônia, Roraima e São Paulo.

Informações

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