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Eles adoram dar pitaco na sua vida. E tem a melhor desculpa para isso: são seus pais. 😛 –

 

É mais comum do que a gente imagina ver mães e pais fazendo aquela pressãozinha básica para o(a) filho(a) cursar a graduação tão sonhada (sonhada pelos pais, claro! haha).

Às vezes, eles têm um curso em mente, como Medicina, Direito ou Engenharia. Outras, só não querem que você seja professor(a) ou que escolha uma carreira onde não há emprego. Tudo isso porque eles se preocupam e querem seu bem! Mas acabam esquecendo de um ponto bem importante: o que você quer?

Para tentar ajudar, na Escolha profissional sem crise a gente conversou com estudantes que estão passando por essa fase de escolha e perguntou como eles se relacionam com os pais. Confere aí! 😉

Direito, Engenharia ou Ciências Sociais?

Quando era mais jovem, a Marcela Michelle Gutierrez Lafuente, de 20 anos, compartilhou com os pais as graduações que considerava fazer: Direito ou Engenharia Mecânica. E foi isso que eles ouviram dela até o final do Ensino Médio.

2Essa é a Marcela! 🙂 Arquivo pessoal.

Só que na hora de fazer a escolha para valer, a estudante mudou de ideia. Tentaria Ciências Sociais porque a grade curricular do curso lhe agradou e dar aulas é um sonho.

 

Meus pais se assustaram um pouco. Como a minha última decisão era Direito, acharam que eu tinha me perdido ao mudar de curso do nada.”

 

Natural da Bolívia, a mãe de Marcela, Reyna Luisa Lafuente Avila, de 41 anos, vive em São Paulo. Desde que estava grávida, já imaginava muitas profissões para a filha. Quando Marcela falou sobre Ciências Sociais, Reyna se preocupou, mas lembra que o que pesou foi a confiança na filha. “O importante é que ela tenha uma profissão para ser independente em todos os sentidos e, melhor ainda, fazendo o que gosta”, conta a mãe.

A estudante acredita que a preocupação dos pais vem do fato de que eles não conhecem ninguém que tenha escolhido esse curso. E, também, pelo receio de que a filha não tenha estabilidade financeira até conseguir dar aulas em uma faculdade.

Pensando outra vez!

Percebendo a reação dos pais, a Marcela não desistiu da escolha, mas resolveu pensar um pouco mais. Levou o que os pais falaram em consideração. Descobriu que, além de ser professora, queria poder viajar para o exterior e se especializar. Também queria um curso com mais possibilidades de atuação. Chegou à conclusão de que, talvez, o curso que mais possibilite a realização desses sonhos, a curto ou médio prazo, seja o Direito.

1Marcela e a mãe, Reyna. A estudante conversou com os pais sobre a escolha da graduação. Arquivo pessoal.

Depois de pensar muito, Marcela conversou com os pais novamente. A estudante vai prestar vestibulares para Direito com um porém, se não passar, vai optar por Ciências Sociais no Sisu. Depois da segunda conversa, os pais ficaram mais tranquilos. “Acho que no final, eles só tiveram medo de eu ter escolhido por impulso, sem considerar as desvantagens”.

 

Eu sei que eles estão torcendo para que eu passe em Direito, mas vão me apoiar se eu for para as Ciências Sociais.”

 

Livre para escolher!

Assim como a Marcela, o cearense Pedro Henrique Martins Araujo Menezes, de 18 anos, tem uma relação muito boa com os pais. Ele mesmo reconhece que é muito decidido!

No segundo ano do Ensino Médio, entrou para o curso de Física na Universidade Estadual do Ceará (um avanço progressivo pelo ENEM permitia ingressar na graduação antes do fim do Ensino Médio, mas a lei mudou em 2015). Adorava Astronomia, pesquisa científica e docência. Só que havia um problema: na época, o estudante fazia curso técnico em Edificações na rede pública e teria que largar tudo para ingressar na faculdade.

 

Pedi para minha mãe me autorizar a deixar o técnico. Ela e meu pai ficaram preocupados. Minha mãe perguntou se eu realmente queria, mas respeitou minha escolha.”

 

5Pedro (no meio), em 2015, quando passou em Física na UECE. Arquivo Pessoal.

A mãe do Pedro, Nara Geanne Martins Araujo Menezes, de 38 anos, lembra que queria que o filho fosse médico. “Os pais sempre sonham com uma profissão para os filhos. Comigo não foi diferente”, conta. Mas a decisão dela foi deixar o estudante à vontade nas escolhas.

4Mais uma do trote na UECE. Arquivo pessoal.

Um novo objetivo!

Quando estava no curso de Física, Pedro passou a se questionar e refletir sobre o que desejava e quais eram seus sonhos. Descobriu-se apaixonado por trabalho humanitário. Nara já tinha percebido que o filho não estava muito contente com a escolha: “ele sempre me falava que estava tendo uma certa dificuldade e eu já estava me preparando para uma possível desistência”.

Foi durante uma viagem para a praia de Jericoacoara (ele e os pais moram na Capital, Fortaleza) que Pedro tomou coragem e contou da desistência da Graduação de Física. “Aproveitei a oportunidade que tínhamos naquele momento”, conta.

 

O novo plano é estudar para o ENEM, entrar em uma Faculdade de Direito ou Economia e estudar para atuar como embaixador e trabalhar na missão humanitária da ONU. –

 

Nara pediu que o filho pensasse melhor, mas sabia muito bem como é não se identificar com o curso: “eu mesma comecei em Administração e migrei para Ciências Contábeis”.

3Mãe e filho na passagem do ano de 2016 para 2017! Arquivo pessoal.

Enquanto espera os resultados do vestibular, Pedro se orgulha da relação aberta que tem com a mãe, que sempre sabe quando ele vai iniciar um novo trabalho, projeto, etc.

 

É importante ter um diálogo aberto com os pais. Infelizmente isso não é uma realidade de todas as famílias, mas é importante os pais saberem que os filhos devem seguir seus sonhos, mesmo que pareça difícil e loucura.”

 

A Nara também é mãe coruja. E a dica dela para todos os pais é: “por mais que não seja aquilo que você sonhou para o seu filho, deixe-o tentar! As descobertas, quando saudáveis, só acrescentam”. <3

Dicas, pra que te quero!

Se liga nas ideias e dicas que reunimos para ajudar na relação com os pais durante esse momento de escolhas!

  • Antes de contar aos pais sua decisão, reflita sobre quem você é e o que quer. Assim, terá argumentos para defender sua escolha;
  • Tenha uma conversa franca de filho para pais;
  • Tente entender porque os pais não reagiram muito bem à escolha. Lembre-se: eles, provavelmente, só estão sendo protetores. Não fique com raiva;
  • Fale sobre o que você vai aprender e com o que vai trabalhar no curso que escolheu (ninguém gosta de ficar “boiando”, especialmente os pais);
  • Apresente profissionais bem sucedidos na área que você escolheu aos pais. Se não puder ser pessoalmente, pode ser em uma matéria na televisão ou até em algum texto da Série Profissões aqui no Blog do Me Salva!;
  • Ouça o que eles têm a dizer. Só de saber que você está levando os conselhos em conta, os pais já vão se mostrar mais calmos. Ignorá-los é uma péssima ideia;
  • Demonstre o quanto você está feliz com a escolha (pais adoram ver os filhos felizes)!

Tem algum jeitinho especial de lidar com seus pais quando o papo é a escolha da profissão? Então conta pra gente aí nos comentários! E se você está tendo dificuldade para escolher uma graduação, leia sobre testes vocacionais, troca de curso e orientação profissional aqui no blog. Até o próximo post! 😉