Tá com as notas do Enem fervendo na mente e já simulou os cálculos? Se dessa vez você não foi tão bem quanto gostaria, sabemos que pode bater aquele baixo astral. Mas viemos aqui te dizer que isso não é motivo pra desanimar! Você pode ter perdido uma batalha, mas não a guerra. 💪💪

Sabia que não passar de primeira no vestibular é supercomum? Nesse post, vamos te mostrar as histórias do Vitório, da Amanda e da Carol pra você ver que, até pode parecer, mas não é o fim do mundo e que você tem tudo para superar esse momento e seguir em frente. Vem com a gente!

Superação é a palavra da vez

Vitório Fuke Canozzi sempre teve como objetivo passar na UFRGS. Por isso ele tentou o vestibular assim que saiu da escola, lá em 2011, com apenas 17 anos. Porém, não rolou na primeira tentativa. “Fiquei decepcionado comigo mesmo. Achava que eu era capaz de conseguir de primeira, o que acabou não ocorrendo.”

 

Depois de uma semana um pouco frustrado, comecei a juntar forças para tentar alcançar minha meta novamente .”

 

O porto-alegrense de 23 anos sabe bem como é a sensação de frustração. “Ter que aguentar o tio no almoço de família perguntando se passou no vestibular, ver os colegas entrando na faculdade, ouvir os mesmos conteúdos dos professores. Faz parte. O que importa é condensar tudo isso e usar como combustível para se focar nos estudos!

 

Esse é o momento de usar a sua força de vontade para se recuperar da notícia. Use todo o orgulho ferido para alcançar o objetivo pretendido.”

 

1Vitório acredita na capacidade de direcionar o sentimento de frustração para render ainda mais nos estudos (foto em Nice, na França, em 2016). Arquivo pessoal.

Após mais um ano de cursinho pré-vestibular, Vitório passou na prova, na segunda tentativa. Hoje cursando o 8º semestre de Engenharia de Produção na universidade que tanto queria, ele dá alguns conselhos pra acalmar seu coração:

“Não gosto muito dos clichês tipo ‘nunca desista dos seus sonhos’. Acho que o principal agora é refletir. Muitas vezes o estudante sai do colégio com 16, 17 anos e não conhece um mundo inteiro de possibilidades. Esse momento serve para se questionar e descobrir novas oportunidades.” Vitório considera importante que você pense em questões como:

  • Será que esse curso é realmente o que eu quero pra mim? Será que não existem cursos mais parecidos com meus gostos e que eu ainda nem descobri?
  • Será que não valeria a pena fazer um curso técnico para entender se essa área realmente é legal?
  • Será que não existem oportunidades para eu estudar em outro estado ou até mesmo no Exterior?
  • Será que a área em que desejo trabalhar exige um diploma universitário?

 

É claro que as realidades dos estudantes são diferentes! Alguns terão mais condições financeiras, outros terão mais condições psicológicas. O que importa é saber que existem mais portas do que a linearidade colégio-faculdade-mercado de trabalho apresenta.” 

 

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Encontre Vitório na foto 😂 Comemorações para os “bixos” (calouros) na UFRGS, em 2012. Arquivo pessoal.

O que aprendi?

Para ele, o maior trunfo que utilizou e que fez uma baita diferença naquele ano de estudos foi o fato de conhecer o que a prova pedia. “Isso é extremamente importante. Às vezes nós ficamos ansiosos porque é muita matéria, ou porque é muito difícil. Mas as provas não exigem que você saiba todo o conteúdo ou que você acerte todas as questões.”

 

Procure entender profundamente a prova.”

 

O gaúcho defende que você deve entender como funcionam as questões, o tempo e o que é pedido: “Um exemplo bem clássico: em algumas provas, as questões difíceis estão no final. Em outras, elas estão no início. Se você souber disso, já sabe que deve começar pelo final. Esse é o tipo de macete que conta muito em momentos de tensão”.

Persistir sempre, desistir jamais

Amanda Pinto Sobrosa Lopes tinha na mira um dos cursos mais concorridos do país: Medicina. Ela tentou três vezes o vestibular pra entrar na tão desejada faculdade na UFRGS, mas não rolou. O primeiro, foi logo que ela concluiu o Ensino Médio:

 

Não senti muito o baque na primeira vez porque já imaginava que seria bem improvável ter êxito. Todo mundo fala: ‘ninguém passa de primeira pra Medicina’. Mas é claro que a gente chora, e muito! Passei pra Biomedicina na UFCSPA no segundo ano, mas ainda não era o que eu queria”.

 

A gaúcha de Santa Maria diz que até bateu um sentimento de culpa por cada dia que dormiu um pouco mais, ou que deveria ter estudado, mas foi para alguma festa. “Ao mesmo tempo, eu me sentia mais motivada a estudar de novo e rever meus pontos fracos.”

 

Uma coisa que eu levo pra vida é o que minha vó me falava toda vez que eu não passava: ‘Tem hora certa pra tudo’.”

 

A estudante de 25 anos revela que o apoio da família e amigos foi fundamental. “Ouvi muito minha vó, afinal, vó sempre sabe das coisas né! Também contei com a ajuda dos meus professores, que sempre achavam algum ponto positivo no meu desempenho e me faziam enxergar que eu estava chegando perto do objetivo.”

2Amanda com um paciente mirim no Ambulatório de Pediatria da Unesc Saúde, em 2014. Arquivo pessoal.

Aos 20 anos, a terceira tentativa de Amanda também bateu na trave. Mas aí, veio uma reviravolta. “Saiu a nota do Enem e eu consegui bolsa pelo Prouni em uma universidade do Espírito Santo. Minha mãe fez minha mala e falou que eu ia. E eu fui!”

 

Foi a coisa mais difícil que fiz na vida. E a melhor, sem dúvida alguma.”

 

Atualmente cursando o 11º semestre de Medicina no Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC), na cidade de Colatina, ela se forma em dezembro desse ano. 🎉🎉

Amanda tem uma palavra amiga para quem está passando pelo mesmo que ela enfrentou:

“Não desista. Não se importe com o que os outros pensam e não fique com essa bobeira de ‘ai, sou vestibulando de novo’. Estude, organize seus horários e se dedique de verdade, que a recompensa vem. Pode demorar, mas uma hora vem, pode confiar! Acredite em você. Se olhe no espelho todo dia e diga: eu vou conseguir.” 💜

3Amanda posando para a foto do convite de formatura 🙌. Arquivo pessoal.

Somos tão jovens

Assim que Carolina Adams Bohrer terminou a escola, lá foi ela prestar prova pra Arquitetura na UFRGS, mas a tentativa também bateu na trave: “Fui muito mal e levei um choque de realidade. Me dei conta que seria necessário muito mais esforço se eu quisesse uma vaga na federal”.

 

Então, decidi não ficar me lamentando e já comecei a me organizar para o próximo ano.”

 

Carol lembra que contou com o apoio dos pais. “Eles me apoiaram bastante, pois sabem o quanto esse momento é difícil e que somos muito jovens no primeiro vestibular. Muitos dos meus amigos também não passaram, então, nos consolamos juntos.”

6Carol com o namorado, Lourenço, comemorando a vitória na segunda tentativa. Arquivo pessoal.

Após um ano de estudos e muito foco, a gaúcha de 19 anos conseguiu a tão sonhada vaga e hoje está indo para o 3º semestre. “O mais importante pra seguir em frente foi entender que é completamente normal não passar de primeira, ou de segunda. Somos muito jovens, então, não podemos nos pressionar demais.”

 

Não fique se punindo por não ter passado de primeira.”

 

Carol até considera positivo dar um tempo após o Ensino Médio. “Quando entrei na faculdade, percebi que a grande maioria dos meus colegas passou no segundo ou terceiro vestibular. De certa forma, é até bom ficar um ano amadurecendo a escolha do curso. Tenho amigos que mudaram de ideia durante esse tempo e que hoje estão felizes com a escolha.”

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Carol (loira) com os colegas na faculdade de Arquitetura: “Curto demais e não me imagino em nenhum outro curso!”. Arquivo pessoal.

Dicas, pra que te quero!

Bora conferir algumas dicas do Vitório, da Amanda e da Carol pra lidar com esse momento? Olha aí:

  • Faça o que você gosta! Seus amigos convidaram para fazer algum esporte? Pra uma festa? Sua família vai viajar? Não deixe de ir se você está a fim. É claro que é preciso estudar, mas também é importante ter um tempo de lazer;
  • Forme um grupo presencial que te puxe para os estudos, se você puder. Se você fizer um cursinho online, chame dois, três, ou quantos amigos tiver, e combine um dia por semana para vocês estudarem juntos;
  • Procure diversificar os locais de estudo. Sair um pouco de casa e estudar em uma biblioteca ou outros ambientes pode ajudar no foco e na inspiração;
  • Tente segurar a ansiedade;
  • Chore tudo que tiver pra chorar e depois recomece;
  • Aproveite as férias! Se divirta e descanse. Assim, você vai estar com todo o gás pra retomar os estudos quando voltar;
  • Planeje a sua semana com um material de estudos bem organizado. Isso vai te incentivar a estudar;
  • Crie o hábito de estudar um pouco a cada dia;
  • Entenda a prova que você está fazendo. É mais importante virar um especialista na prova do que saber todos os conteúdos ou decorar todas as fórmulas. Imprima as provas dos últimos anos e veja o que mais caiu. Entenda onde estão as questões fáceis e calcule quanto tempo você demora para fazer cada questão;
  • Encontre a sua própria rotina de estudos. “A minha solução foi estudar o que eu estava a fim na hora! Imagine que você está lá estudando e gostando de uma matéria e de repente você tem que mudar porque é o horário da outra. Em vez disso, continue naquela disciplina que você está curtindo. O ideal é encontrar um equilíbrio para não deixar uma disciplina acumular muito”, compartilha Vitório:

 

O nosso cérebro assimila muito mais as atividades quando elas são prazerosas”.

 

Deu pra aliviar um pouco a tensão e trazer algum conforto pro seu coração? É tudo que queremos! 💓 Não perca as esperanças, pelo contrário: reúna forças e use essa experiência pra vir com tudo na próxima tentativa. Confere nosso Plano Extensivo Enem e Vestibulares, as Dicas de estudo e bora batalhar. 👊👊 Até o próximo post!